Arquivo de 03/06/2010

Como todas as peças de equipamentos eletrônicos, os computadores têm uma tendência apresentar problemas e quebrar. Se você nunca vivenciou um dump do kernel ou travamentos inesperados, considere-se com sorte. Muitos dos problemas comuns de hardware são causados por módulos de RAM, CPUs superaquecidas ou quebradas, setores ou clusters defeituosos em discos rígidos. Neste artigo vamos apresentar algumas ferramentas de código aberto que você pode usar para detectar esses problemas e, assim, poupar tempo, dinheiro e dores de cabeça.

Distribuições GNU/Linux live CD podem ser muito úteis para realizar diagnóstico de hardware. Para esta finalidade, a minha distribuição favorita é a GRML , que empacota todas as ferramentas que estamos prestes a discutir, juntamente com alguns outros programas úteis para os usuários domésticos e os administradores de sistemas experientes. Outras distribuições também incluem algumas ou todas essas ferramentas.

Quem tem medo da memória grande e defeituosa?

Módulos de memória defeituosa podem causar falhas que levam a travamentos do sistema ou mesmo a corrupção de dados. Da próxima vez que você tentar compilar um programa e a compilação falhar, verifique a sua memória antes de enviar qualquer relatório de bugs para os autores do programa. Memtest86 + é um excelente utilitário para testar a RAM. É baseado no memtest86, mas suporta hardware mais moderno, incluindo a arquitetura AMD64, enquanto memtest86 é estritamente baseado em x86. Memtest86 + é uma imagem de inicialização e, portanto, independente de um sistema operacional.

Para executar o programa, inicialize seu sistema com o CD e digite GRML memtest no boot. O programa é simples de usar, pois começa o teste de memória imediatamente. Pressionando c é exibido o menu de configuração, que você pode usar para selecionar o método de teste, entre o modo ECC (se seu sistema usa esse tipo de RAM), reiniciar o teste, ou atualizar a tela. No entanto, a maioria das pessoas deve se satisfazer com as opções default.

Os problemas da memória são normalmente difíceis de localizar. Por esta razão, e para ter certeza, é melhor deixar memtest86+ executando por bastante tempo por um longo período de tempo e deixe completar ao menos 10 passagens do teste. Se você quiser sair antes e reiniciar seu computador, basta pressionar Esc.

Burn, CPU, Burn

O superaquecimento de CPUs pode causar falhas no sistema. Estes problemas se apresentam quando você estiver executando aplicações que consomem muita CPU como compilação de código ou codificação de vídeo e não durante as tarefas diárias. Você pode verificar se seu processador é o elo mais fraco no seu sistema, colocando uma carga pesada sobre ele com o utilitário cpuburn, que é um conjunto de programas cuja finalidade principal é a sobrecarregar processadores tão fortemente quanto possível.

Cpuburn inclui os binários executáveis otimizados para tipos específicos de CPU, chamados [CPU_TYPE] – onde [CPU_TYPE] pode ser P5, P6, K6, K7, MMX, e BX. Leia o arquivo README, parte da documentação da distribuição GRML (/usr/share/doc/cpuburn/README) para decidir qual deles usar no seu sistema.

Você também pode combinar o programa cpuburn com programas de monitoração da temperatura, como lm_sensors ou ACPI (para laptops) e ter informações em tempo real sobre a temperatura da CPU. Basta executar o burn [CPU_TYPE] em um terminal virtual e sensors em outro. Se você estiver em overclock ou resfriamento extremo, este programa será seu melhor amigo.

Problemas de disco rígido

Fabricantes de mídias de armazenamento estão sempre criando discos menores, mais rápidos e com capacidades cada vez maiores. Entretanto todos os discos são propensos a falhas. A maioria dos discos rígidos possuem um sistema de monitoramento, chamado Self-Monitoring, Analysis e Reporting Technology (SMART), que além de fornecer todos os tipos de informações sobre a unidade (modelo, número de série, temperatura, etc) oferece uma maneira agradável para testar a integridade do disco. Para interagir com esse sistema você pode usar um programa como o smartmontools .

O pacote smartmontools contém dois programas: smartctl, um utilitário de linha de comando para executar tarefas SMART, e smartd, um daemon que monitora o sistema SMART e pode ser usado para tomar medidas proativas contra falha no disco rígido. Antes de usar esses programas certifique-se de ler a documentação com cuidado.

Vamos começar por ler toda a informação fornecida pelo SMART, emitindo o comando

  smartctl -a /dev/HDD_DEVICE

(substitua HDD_DEVICE com o valor do dispositivo de seu disco – por exemplo, use /dev/hda para o disco IDE mestre primário). Se você tem um disco rígido SATA, acrescente -d ata ao final do comando anterior. Se o comando smartctl falhar, reclamando que SMART não está habilitado, execute

  smartctl -s on /dev/HDD_DEVICE

e tente novamente. Verifique a integridade da unidade de execução de um teste SMART de comprimento, com smartctl -t long /dev/HDD_DEVICE . Como o teste é executado em segundo plano, podemos verificar os resultados através da emissão de smartctl -l selftest /dev/HDD_DEVICE.

O daemon smartd pode realizar testes SMART periodicamente em um sistema em funcionamento; smartd.conf é o seu arquivo de configuração (geralmente instalado em /etc) e apresenta exemplos de como fazer isso, e documentação fornece detalhes sobre o funcionamento do programa.

Se por algum motivo você não pode usar o SMART – por exemplo, se sua unidade não suporta isso – você pode verificar seu disco com o programa badblocks, que faz parte do pacote e2fsprogs, instalado por padrão em quase todas as distribuições GNU/Linux.

Para uma verificação não destrutiva de seu disco, executando operações de leitura e gravação, execute como:

  badblocks -n -v /dev/HDD_DEVICE

Este teste irá revelar todos os blocos danificados em seu disco.

Conclusão

Ocasionalmente eu ofereço serviços de consultoria e administração de sistemas para pequenas empresas. Na maioria dos casos estes utilitários, com uma chave de fenda Philips, podem salvar o dia. Você pode economizar muito tempo na identificação e resolução de um problema, trocando apenas o componente defeituoso ao invés de enviar todo o sistema para manutenção. Se você está tendo problemas com um sistema existente, quer construir um novo e verificá-lo antes de colocá-lo em preodução, sem dúvida estas ferramentas são inestimáveis – e gratuitas.

Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

Data de Publicação: 03 de junho de 2010

Na entrevista, Eitan explica o funcionamento dos painéis, diz que o Chrome OS não concorre nem com o Windows 7 nem com distribuições de Linux e aponta que, sem internet, netbooks com Chrome OS apenas executam arquivos multimídia.

Questionado sobre a incoerência entre a liberdade de desenvolvimento e a restrição de uso do sistema, disponível apenas em máquinas que o Google aprovar, o executivo elegantemente se esquivou.

O Google anunciou nesta quinta-feira (19/11) que abriria o código do Chrome OS para que desenvolvedores sugerissem modificações no sistema. O Chrome OS deverá ser lançado apenas no final de 2010.

Porque restringir o Chrome OS apenas para novos netbooks? Esta atitude não contradiz a liberdade de desenvolvimento alardeada pelo Google?
O Google Chrome OS tem seu código aberto, então não existem restrições sobre o que você faz com o código.

Estamos trabalhando com diversas fabricantes de hardware para criar aparelhos especializados que são otimizados em segurança e velocidade, mas desenvolvedores já podem fazer com que o código base funcione em aparelhos sem estas eficiências.

Quem é o principal rival do Chrome OS: o Windows 7 ou distribuições de Linux?
Vemos o Chrome OS fundamentalmente como um modelo diferente de computação em relação a tudo que está aí – é um sistema operacional leve e aberto para usuários ávidos por internet construído ao redor de princípios como velocidade, simplicidade e segurança.

O vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, Sundar Pichai, afirmou que pretende reduzir o tempo de boot do Chrome OS, atualmente em 7 segundos. O quanto é possível diminuir este tempo?
Esperamos que, quando aparelhos com Chrome OS sejam lançados no próximo ano, usuários poderão ir do ligar a máquina aos seus e-mails em segundos.

Como o Chrome OS funcionará quando não houver conexão com a internet?
O uso primário do Chrome OS é para estar online. Atualmente, você pode executar arquivos (como músicas, vídeos e fotos) de cartões SD e pen drives quando está offline. Adicionalmente, aplicações online que usem HTML 5 funcionarão como esperado quando não houver conexão.

Que tipo de usos terão os painéis quando o Chrome OS estiver completo?
Painéis são pequenas janelas pop-up no canto inferior da tela que podem ser minimizadas.

Elas permitem ações como chat, cálculos ou execução de músicas sem se afastar da aba em que se trabalha. Painéis são a maneira do Chrome OS de lidar com a necessidade de diversas janelas, facilitando o gerenciamento.

Como o Google escolhe as aplicações que estão no “app menu”?
O Chrome OS ainda está a um ano do seu lançamento para consumidores tradicionais, e a interface, o design e as funções disponíveis agora provavelmente vão mudar no correr do próximo ano, já que continuaremos a desenvolver o produto.

Os atuais serviços que você vê no menu são apenas um exemplo dos tipos de aplicativos que podem aparecer e o que pode ser feito usando o Chrome OS. Netbooks vendidos provavelmente virão com um conjunto diferente de aplicativos.

Fonte:

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

Publicada em 20 de novembro de 2009 às 16h34
Atualizada em 20 de novembro de 2009 às 18h27

Depois de lançar o Lucid Lynx, a comunidade de desenvolvedores do Ubuntu se reuniu em maio em Bruxelas, na Bélgica, para se preparar para o lançamento da versão 10.10, agendada para outubro. Dois dos pontos principais dessa versão serão uma nova interface para netbooks chamada “Unity” e o “Ubuntu Light” – uma versão mais simples do Ubuntu, voltada para uso em sistemas que rodem o Microsoft Windows como alternativa de inicialização instantânea.

Depois de lançar o Lucid Lynx, a comunidade de desenvolvedores do Ubuntu se reuniu em maio em Bruxelas, na Bélgica, para se preparar para o lançamento da versão 10.10, agendada para outubro. Dois dos pontos principais dessa versão serão uma nova interface para netbooks chamada “Unity” e o “Ubuntu Light” — uma versão mais simples do Ubuntu, voltada para uso em sistemas que rodem o Microsoft Windows como alternativa de inicialização instantânea.

Mark Shuttleworth anunciou o design da nova interface e o conceito do Ubuntu Light no dia 10 de maio em seu blog e em palestra no Ubuntu Developer Summit. O Ubuntu já tem o Netbook Remix, personalizado para telas pequenas, mas o novo design tem como objetivo se focar menos no acesso a todos os aplicativos e mais no acesso rápido aos programas mais usados. Shuttleworth diz que a Canonical tem investido tempo na análise do que os usuários mais usam e na identificação de coisas que não são necessárias em configurações mais leves. Ele também diz que o foco está em conectar o usuário à web o mais rápido possível.

Os produtos de inicialização instantânea geralmente são usados de forma independente. Eles são ambientes “leve-me para a web agora”, sem a necessidade de um gerenciamento de arquivos local pesado. Quando há conteúdo, ele costuma estar num ambiente Windows local, em serviços de nuvem ou outros dispositivos a serem sincronizados. Eles também não são ambientes onde as pessoas teriam uma expectativa natural de usar uma ampla variedade de aplicativos: a web é o foco, e podem haver uns poucos complementos, como reprodução de mídia, clientes de mensagens instantâneas, jogos e a capacidade de se conectar a dispositivos locais como impressoras, câmeras e outras mídia conectáveis.

Também aprendemos uma coisa interessante com nossos usuários. O que importa não é a velocidade de inicialização. O que importa é em quanto tempo você abre um navegador web com conexão à internet. O que importa é em quanto tempo seu sistema está rodando e atendendo às necessidades do usuário.(negrito no original)

Em quanto tempo você consegue uma conexão operacional com a internet? Parece que os usuários vão ter que comprar um computador novo para descobrir. Quem baixar o Ubuntu em vez de comprá-lo via hardware OEM não terá acesso ao Ubuntu Light. De acordo com o post de Shuttleworth, a empresa não vai oferecer um download de fins gerais devido à “necessidade de se personalizar as versões Light para hardware específico”. Embora a personalização possa trazer benefícios, ela não parece ser um impedimento para outras distribuições que oferecem versões “instantâneas”, como o Mandriva InstantOn, então é meio frustrante a Canonical não oferecer uma edição Light para distribuição geral. Presume-se que ela irá fornecer o código das melhorias, mas talvez não seja trivial para a comunidade juntar as peças de uma versão Light.

O Ubuntu Unity, no entanto, já está disponível, embora incompleto. Os usuário do Ubuntu 10.04 só precisam adicionar o PPA canonical-dx-team/une, instalar o pacote unity e fazer logout. Escolha a sessão Unity UNE (Ubuntu Netbook Edition) e faça login de novo.

A interface Unity é estável o bastante, mas ainda não está completa em termos de recursos. No momento, ela consiste basicamente no lançador de programas e no painel. Há planos para se acrescentar o “Dash”, que exibiria aplicativos e arquivos como uma camada sobreposta. Seria uma espécie de supermenu exibido acima das janelas atuais. Ele substituiria os menus do GNOME e o painel lateral do Netbook Remix. A ideia é maximizar o espaço vertical, que é disputadíssimo em netbooks, e tornar a interface mais apropriada ao toque do dedo. Isso significa que os usuários devem conseguir navegar pela interface tanto com o mouse quanto com uma tela sensível ao toque. Imagina-se que a Canonical não esteja de olho só nos netbooks, mas também nos tablets.

Quando o Unity é aberto, apresenta um grupo de aplicativos padrão como Firefox, Rhythmbox e a Central de Software no painel. Como o Dash ainda não está pronto, o padrão atual do Unity inclui um link para os aplicativos, que dá acesso à pasta /usr/share/applications. A interface Unity pelo visto não inclui uma caixa de diálogo ou utilitário “Executar”. Também não está claro ainda quais são os planos para o acesso via teclado, e se vai ser possível navegar por boa parte da interface usando atalhos de teclado.

De modo geral, a interface Unity responde bem e é fácil de usar. Os usuários familiarizados com docks vão se acostumar ao Unity rapidamente. É possível remover aplicativos do dock arrastando-os para fora dele ou clicando com o botão direito e escolhendo “Remover do lançador”. Aplicativos podem ser adicionados escolhendo “Manter no lançador”. O logotipo do Ubuntu no canto superior esquerdo reúne as janelas abertas, mostrando uma visão reduzida de todas as janelas e permitindo ao usuário escolher uma. Ao contrário do Netbook Remix, a barra de título não fica mesclada à barra de título principal da interface do Unity, o que gasta um pouco de espaço.

Uma pergunta interessante surgida com o Unity e o interesse da Canonical em executar aplicativos em tela cheia é: como a empresa pretende garantir que os aplicativos rodem bem no modo de tela cheia? Aplicativos como o Chromium, que foi escolhido como navegador padrão da versão 10.10, lidam muito bem com o modo de tela cheia. Mas aplicativos como o Empathy, o cliente de mensagens instantâneas padrão (e, presume-se, um dos aplicativos mais desejados em um sistema de inicialização instantânea), não tem modo de tela cheia. A Canonical vai trabalhar com os desenvolvedores do aplicativo para desenvolver esse recurso? Parece que não, de acordo com este comentário de Neil Patel, desenvolvedor da Canonical. Em resposta a perguntas sobre um Empathy de janela única, Patel responde: “Não que eu saiba, e esperamos usar o Empathy padrão no Ubuntu. Talvez alguma comunidade possa nos ajudar a tornar o Empathy mais adequado a netbooks.”

Outra pergunta é como o trabalho no Unity vai se relacionar com o GNOME Shell, e se o caminho seguido pelo Ubuntu não o está afastando demais do projeto GNOME. O GNOME Shell está chegando no GNOME 3.0, prometido para setembro. Parece que o GNOME Shell não vai figurar na edição para netbooks do Ubuntu, embora Shuttleworth tenha observado que tecnologias do GNOME Shell como as bibliotecas Clutter e o gerenciador de janelas Mutter sejam usados. Shuttleworth diz que a “semente do design do Unity já havia sido plantada antes do GNOME Shell”, e que a empresa optou por esse design para sua versão de inicialização instantânea, em detrimento do GNOME Shell. O GNOME Shell estará disponível na versão normal do Ubuntu 10.10, mas não como padrão. O Ubuntu também está divergindo do GNOME padrão com seus botões de janelas, que foram oferecidos ao projeto GNOME, porém recusados.

O Unity e o Ubuntu Light também parecem marcar o fim do trabalho da Canonical com o Moblin/MeeGo. A empresa confirmou que não pretende lançar outra edição para netbooks do Ubuntu Moblin Remix. Isso faz com que a Canonical seja uma concorrente em potencial do MeeGo e do Android/Chrome OS do Google, e tendo que trabalhar muito mais na manutenção do ambiente desktop e do backend do que muitas outras distribuições. A Novell descobriu há muitos anos que inovar à frente do GNOME não era algo particularmente sustentável ou eficaz. Será que a Canonical aprendeu com os erros dos outros, ou está prestes a repeti-los?

Seria ótimo se a Canonical conseguisse levar o Linux ao sucesso com a interface Unity e o Ubuntu Light. Se essa será a solução que ganhará o mercado nós ainda não sabemos, mas a Canonical parece estar investindo no mercado de netbooks com mais entusiasmo do que qualquer outra empresa. A única preocupação é se a empresa não estaria se distanciando do resto da comunidade no processo.

Créditos a Joe ‘Zonker’ Brockmeierlwn.net

Tradução por Roberto Bechtlufft <info at bechtranslations.com.br>