Arquivo de 24/06/2010

Creio que esta dica servirá pra galera que está tendo complicações ao realizar tal configuração para “bater um fight” de repente em um jogo de tiro, ou simplesmente transmitir arquivos via ssh de um micro para outro.

Primeiro execute o comando ifconfig e verifique o alias da placa de rede, no meu caso é wlan0, como no exemplo abaixo:

Para as configurações abaixo são necessários privilégios de root. se você estiver trabalhando com o seu próprio usuário use o sudo.

Abra o terminal e execute os seguintes comandos:

iwconfig wlan0 192.168.0.1 netmask 255.255.255.0 up
iwconfig wlan0 mode Ad-Hoc
iwconfig wlan0 essid ubuntu
iwconfig wlan0 channel 10
iwconfig wlan0 key restricted s:senha12345678

A criptografia por padrão é WEP, então na última linha é definida a senha da rede, a senha deve ter exatamente 5 ou 13 digitos, caso a senha seja somente números retire o “s:” antes da senha ou ainda caso queira deixar sem senha apenas coloque off, ficando # iwconfig wlan0 key off.
No essid é o nome da rede, você pode escolher qualquer nome.

No outro computador basta utilizar a mesma configuração, alterando logicamente apenas o endereço ip na primeira linha, para por exemplo 192.168.0.2

E é isso aí pessoal! até a próxima.

Fonte: http://www.ubuntu-ac.org

A pedidos de amigos na internet que estão se preparando para concursos em todo o Brasil, preparei este pequeno mas esclarecedor conteúdo a respeito deste comando que tem dado o que falar nas provas da área de tecnologia.

As permissões são um dos aspectos mais importantes  do Linux. Elas são usadas para vários fins, mas servem principalmente para proteger o sistema e os arquivos dos usuários. Manipular permissões é uma atividade interessante, mas complexa ao mesmo tempo. Mas tal complexidade não deve ser interpretada como dificuldade e sim como possibilidade de lidar com uma grande variedade de configurações, o que permite criar vários tipos de proteção a arquivos e diretórios.

Como sabemos, somente o  root tem ações irrestritas no sistema, justamente por ser o usuário responsável pela configuração, administração e manutenção do Linux. Cabe a ele, por exemplo, determinar o que cada usuário pode executar, criar, modificar, etc. Naturalmente, a forma usada para especificar o que cada usuário do sistema pode fazer é a determinação de permissões. Sendo assim, neste artigo você verá como configurar permissões de arquivos e diretórios, assim como modificá-las.

Com o comando chmod (de change mode) você pode configurar permissões de duas maneiras: simbolicamente e numericamente. Primeiramente veremos o método simbólico.

Para ter uma visão mais clara da forma simbólica com o chmod, imagine que tais símbolos se encontram em duas listas, e a combinação deles gera a permissão:

Lista 1
Símbolo
u => usuário
g => grupo
O (letra ‘o’ maiúscula) => outro
a => todos

Lista 2
Símbolo
r => leitura
w => gravação
x => execução

Para poder combinar os símbolos destas duas listas, usam-se os operadores:

+ (sinal de adição) => adicionar permissão
- (sinal de subtração) => remover permissão
= (sinal de igualdade) => definir permissão

Para mostrar como essa combinação é feita, vamos supor que você deseje adicionar permissão de gravação no arquivo “arquivo” para um usuário. O comando a ser digitado é: (neste caso estamos levando em consideração que estamos na localização /home/usuario e que este usuário é o dono do diretório)

$ chmod u+w arquivo (lembrando que no Linux pouco importa a questão das extensões, salvo alguns casos)

O “u” indica que a permissão será dada a um usuário, o sinal de adição (+) indica que está sendo adicionada uma permissão e “w” indica que a permissão que está sendo dada é de gravação.

Caso você queira dar permissões de leitura e gravação ao seu grupo, o comando será:

$ chmod g+rw arquivo

Agora, vamos supor que o arquivo arquivo deverá estar com todas as permissões disponíveis para o grupo. Podemos usar então:

$ chmod g=rwx arquivo

Dica: crie arquivos e diretórios. Em seguida, teste a combinação de permissões com chmod. Isso lhe ajudará muito no entendimento.

Usando chmod com o método numérico

Usar o chmod com valores numéricos é uma tarefa bastante prática. Em vez de usar letras como símbolos para cada permissão, usam-se números. Se determinada permissão é habilitada, atribui-se valor 1, caso contrário, atribui-se o valor 0. Sendo assim, a string de permissões r-xr—– na forma numérica fica sendo 101100000. Essa combinação de 1 e 0 é um número binário. Mas temos ainda que acrescentar a forma decimal (ou seja, números de 0 a 9)

Como sabemos, os programadores clássicos (aqueles que programam em linguagem de baixo nível) são muito bons e matemática e como não poderia deixar de ser, usaram um método numérico para dar mais esta opção ao chmod de agregar e alterar permissões em arquivos e diretórios:

Permissão Binário Decimal
000 0
–x 001 1
-w- 010 2
-wx 011 3
r– 100 4
r-x 101 5
rw- 110 6
rwx 111 7

Viu aí? código binário em ação! daí podemos tirar as conclusões:

1º É muito mais fácil dar e alterar permissões em método numérico;

2º A visualização (entendimento) das permissões separadas ou reunidas também se torna mais simples;

Vamos deixar de blá blá blá e dar um exemplo prático? pois bem:

Antes de mais nada iremos destrinchar a tabela acima para compreendermos facilmente o exemplo:

Sempre da esquerda para a direita temos as permissões:

Ex: 421

4 = para o dono

2 = pra o grupo

1 = para todos os outros

(read) r = 4

(write) w = 2

(execution) x = 1

Certo?

E na combinação podemos ter:

(read + execution) rx = 5 –> 4+1

(read + write) rw = 6 –> 4 + 2

(read + write + execution) rwx –> 4 + 2 + 1

E finalmente 0 (zero) significa que não há permissão alguma

sendo assim:

$ chmod 600 arquivo

Qual é a permissão?

6 = o dono pode ler e escrever (4 + 2)

0 = o grupo não tem permissão

0 = o restante também não possui permissão

A complexidade explica o porquê da eficiência e da segurança que é assegurada aos sistemas baseados em Unix, por isso temos realmente de treinar bastante para compreender e dominar este assunto que em muitos casos já chegou a discussões ferrenhas em canais de IRC e nos fóruns espalhados pela rede. Espero ter sido claro e caso hajam dúvidas postem no fórum. Não esqueçam de comentar.

Fonte: http://www.ubuntu-ac.org/

Vez ou outra nos deparamos com a seguinte situação: ter que renomear uma grande quantidade de arquivos para evitar que os arquivos diferentes, porém com nomes iguais, substituam uns aos outros.

Pode acreditar. Acontece muito comigo, especialmente quando envolve as fotografias da máquina digital.

A solução pode parecer simples, já que trata-se apenas de renomear as fotos antes de copiar para o diretório de destino, mas, e se forem mais de 100 imagems?

Obviamente, o problema não se prende somente às imagens e pode, eventualmente, ocorrer com arquivos diferentes como músicas, textos, apresentações e mais uma infinidade de arquivos.

Dependendo da quantidade, renomear um a um pode ser a solução (desde que sejam poucos), mas torna-se uma tarefa bem monotona e irritante se estamos falando de uma grande quantidade de arquivos. Assim, o melhor a se fazer é utilizar algum programa ou script para fazer o “trabalho sujo”.

Essa é a tarefa do pyRenamer, um pequeno prático programa que resolve o problema de renomear vários arquivos simultaneamente.

Com ele, basta selecionar os arquivos dentro de uma mesma pasta, indicar o novo formato dos nomes, verificar como a coisa vai ficar e mandar ver:

O programa já vem com vários formatos definidos para renomear os arquivos. Por exemplo: adicionando a tag {num} no campo do novo nome (o segundo) o programa usa uma sequência numérica para renomear seus arquivos (como na imagem acima). Se quisermos numerar com duas casas decimais, basta adicionar {num2} e teremos como resultado algo como 01, 02, 03…

Para verificar outras possibilidades, como data completa, dia, mês e muito mais, basta posicionar o mouse sobre o campo do novo nome (o segundo).

Além de simplesmente renomear os arquivos, o programa permite mudar um determinado caractere dos nomes ou alternar entre letras MAIÚSCULAS e minúsculas rapidamente, assim como remover os acentos e espaços em branco dos nomes dos arquivos.

Essas tarefas são realizadas na aba “substituitions” e funciona de maneira semelhante à tarefa de renomear: basta selecionar os arquivos na pasta, escolher a ação e mandar ver.

Instalação:

O pyRenamer pode ser encontrado no seguinte link:

http://www.infinicode.org/code/pyrenamer/download.php

Além do source, temos arquivos no formato .deb, para Ubuntu/Debian. Nesse caso, basta fazer o download do arquivo, dar um duplo clique sobre ele e informar a senha para finalizar a instalação.

O programa ainda pode ser encontrado nos repositórios das duas distros, o que significa que podemos instalar através do apt-get:

$ sudo apt-get install pyrenamer

Ou através do synaptic, procurando por “pyrenamer”.

Instalando através do source:

O source pode ser encontrado no link acima. Basta efetuar o download, descompactar o arquivo, acessar a pasta criada e, através do terminal, executar os seguintes comandos (dentro da pasta descompactada):

$ ./configure
$ make
$ sudo make install

As seguintes dependências são necessárias para a instalação do programa:

  • python
  • pygtk
  • gconf
  • python-hachoir-metadata ou python-eyed3 (para músicas)

Depois de instalado, basta usar o comando pyrenamer para abrir o programa.

Agora ficou bem mais simples e rápido renomear aquele monte de arquivos sem a necessidade de clicar em um por um para executar a tarefa. ;-)

Referência:

http://www.infinicode.org/code/pyrenamer/

Fonte: http://linuxnanet.com

O Joomla é um CMS (Content Management System), ou gerenciador de conteúdo, desenvolvido para a criação de sites e portais dinâmicos que ajuda a reduzir o tempo de trabalho e administração dos responsáveis pela manutenção e atualização dos mesmos.

É mais ou menos como um “esqueleto” para a construção de websites dinâmicos.

Me refiro a “esqueleto” aqui como um modelo, uma plataforma na qual os sites serão construídos. Para mérito de comparação, é mais ou menos como o WordPress, que é um CMS voltado para a construção e manutenção de blogs.

Assim como o WordPress, o Joomla é cheio de recursos e funcionalidades e, caso o usuário precise de um ou outro recurso não presente na instalação básica do sistema, poderá adicionar através de um dos diversos módulos e plugins disponíveis para download.

O que é necessário para a instalação?

A instalação básica do CMS requer um servidor web rodando, uma base de dados e php para a instalação.

Para essa instalação irei usar o apache, php 5, mysql e phpmyadmin.

Já abordei a instalação dos componentes acima nesse artigo, assim, não creio que seja necessário repetir todo o procedimento aqui.

Enfim, leia e siga os passos do mencionado artigo para a instalação e configuração dos seguintes componentes (ignore o resto):

  • apache
  • MySQL
  • PHP
  • PHPmyAdmin

Feito?

Muito bem, com tudo funcionando, vamos à criação do banco de dados ao qual o Joomla irá se conectar. Abra o navegador e acesse o phpmyadmin no endereço http://localhost/phpmyadmin

Crie um novo banco de dados com um nome de sua preferência, aqui usarei “joomla”:

phpmyadmin

Anote o nome do seu banco de dados e vamos ao passo seguinte. Baixe a última versão do Joomla no link:

http://www.joomla.com.br/downloads/cat_view/81-joomla.html

Depois de baixar, descompacte o conteúdo em sua pasta de usuário, será criada uma pasta com nome de joomla_1-5-xx_full (onde o xx representa a versão do cms).

Renomeie essa pasta apenas para “joomla” para facilitar nossa vida.

Hora de criar um link entre a pasta joomla e o nosso servidor web, para isso, abra o terminal e digite o seguinte (supondo que a pasta joomla esteja dentro de sua pasta de usuário):

$ sudo ln -s ~/joomla /var/www

O “~” indica a pasta do usuário corrente.

Feito?

Vamos à instalação:

Abra o navegador e acesse o endereço: http://localhost/joomla/

Se estiver tudo em ordem, teremos acesso à primeira tela da instalação, onde devemos informar o idioma:

joomla

Apenas selecione o idioma e avance.

No próximo passo seremos informados sobre o suporte do nosso sistema ao Joomla. Se todos os itens do primeiro bloco estiverem em verde, apenas siga em frente, caso contrário, verifique do que se trata, resolva e mande “verificar novamente”:

joomla

Obs.: No meu caso, o último item, “configuration.php editável” estava em vermelho uma vez que o sistema de instalação não possuia as permissões para a pasta em que estava. Para resolver isso, mude as permissões da pasta com o seguinte comando:

$ chmod 777 joomla

Essa mudança é temporária e, depois que tivermos o cms instalado, poderemos alterar as permissões novamente.

O próximo passo mostrará a licença do cms. Apenas siga em frente.

A seguir teremos a tela de configuração do banco de dados:

Joomla

Basta preencher com os dados corretamente:

  • Em “tipo de banco de dados”, selecione “mysql”;
  • Em “nome do servidor”, informe “localhost”;
  • Em “nome do usuário”, informe “root” (esse root se refere ao usuário administrador do mysql e não ao administrador do sistema);
  • Em “Senha”, informe a senha do administrador do mysql (o root acima);
  • Em “nome do banco de dados”, informe a base de dados que criamos no phpmyadmin lá no início.

Se estiver tudo certo, sida em frente.

Agora devemos informar o nome do nosso “site” de exemplo, informar o email e a senha do administrador e instalar o conteúdo de exemplo:

joomla

Nesse passo, não esqueça de instalar o conteúdo de exemplo de nosso “site”.

A seguir teremos a tela final com as últimas instruções, nas quais somos informados de que devemos remover o diretório “installation” da raiz do sistema. Assim, abra a pasta joomla e delete a pasta “installation”.

joomla

Depois de remover a pasta, acesse no navegador o link http://localhost/joomla para ter acesso ao nosso site de testes. Se quiser acessar a área administrativa, basta acessar o endereço http://localhost/joomla/administrator

joomla

Basta agora fazer os testes à vontade e descobrir do que esse grande CMS é capaz de fazer (garanto que ele faz muita coisa).

Quer exemplos de sites feitos com o Joomla?

Ubuntu Games — http://www.ubuntugames.org

Universidade de São Paulo — http://www4.usp.br/

Portal do Ministério da Educação: http://portal.mec.gov.br/

Referências:

http://www.joomla.com.br

http://www.joomla.org/

Fonte: http://linuxnanet.com