Arquivo de 17/07/2010

Você gosta da área de redes, quer aprender mais sobre o assunto? Você veio ao lugar certo. O Portal Under-Linux tem o prazer de anunciar o Curso de Redes criado pelo Magnun. O curso é gratuito, e todos os usuários registrados tem acesso livre ao seu conteúdo, incluindo a possibilidade de tirar dúvidas com o autor no campo de comentários de cada aula, além de poder contactar o mesmo diretamente, via sistema de mensagens particulares do Under-Linux. Esse é um curso de redes introdutório, mas aborda o que há de mais novo na área. Ao terminar esse curso você já será capaz de entender como uma rede funciona.

Redes não é só um assunto interessante, mas também um mercado promissor. Bons profissionais estão em extinção, e o primeiro que possua conteúdo sólido e experiência comprovada, ganha a vaga e um bom salário. Redes é um universo de super-conjuntos: pode ser a rede em sua residência onde você mantém dois ou mais computadores (virtuais ou físicos) conectados, pode ser a rede de que abastece seu bairro, como pode ser a teia digital que envolve todo o planeta. E uma rede dentro da outra.

Certificações Cisco

Existem muitos cursos profissionalizantes de redes espalhados pelo mundo, porém o mais conhecido talvez seja o da Cisco, onde você galga níveis seguindo a seqüência CCNA, CCNP e CCIE. O CCNA é o mais fácil de todos. Se você estudar a fundo o básico de redes, passará na prova tranqüilamente. O CCNP são 4 avaliações distintas, e o “buraco” é bem mais embaixo, mas quem conseguir tirar essa certificação ao passar em todas as 4 avaliações, será um profissional de destaque no mercado. Atualmente, certificações CCNA existem aos montes. E se você quiser entrar no mercado de redes, precisa ter pelo menos ela. Já a CCNP, aqui no brasil, são pouquíssimas pessoas que a tem.

Agora, se o seu objetivo é “dominar o mundo duas vezes seguidas”, tente tirar a certificação CCIE. Um dos testes finais da certificação é lhe oferecer uma sala abarrotada de equipamento empilhado (todos devidamente sabotados, desde o cabeamento disponível, até os sistemas operacionais em uso nos equipamentos), e te darem um prazo de uma semana para colocar tudo aquilo para funcionar (e de vez em quando eles jogam um osso por debaixo da porta pra você não morrer de fome já que você não pode sair da sala ;-) . Detalhe: a sala é o cerne de comunicação e distribuição de dados de uma WAN real. Dizem às más línguas que Deus fez a prova e não passou… :-D

O profissional sempre terá um diferencial quanto mais certificações na área ele tiver. E se essa é sua missão profissional, e você está no início de sua escalada, por que não começar aqui no Under-Linux?

Divisão do Curso

O curso de redes do Magnun foi dividido em duas partes distintas. A primeira parte do curso irá ensinar sobre redes baseada no modelo OSI de camadas, importante a título de didática, e extremamente útil para aplicação no mundo real. A segunda parte é um especial sobre IPv6. Ainda estamos no mundo do IPv4 (o protocolo IP versão 4), mas ele já está saturado e não deve durar mais 2 anos. O IPv6 (o protocolo IP versão 6) foi a solução criada há anos para a migração de toda a rede mundial, com disponibilidade de IPs por pelo menos mais um século (algum dia, até a sua geladeira ainda vai ter um IP para voce usar).

E vamos ao que interessa! Abaixo separei o link para todas as aulas em ordem cronológica. Qualquer dúvida, deixem um comentário nas aulas, ou entrem em contato diretamente com o Magnun (o criador do curso). Mas lembre-se de criar sua conta de usuário no Portal, e ter efetuado seu login no Under-Linux para poder interagir com o autor. Divirtam-se!

Curso de Redes:

Aula 001Introdução a Redes de Computadores
Aula 002Modelos ISO/OSI e TCP/IP
Aula 003Camada Física
Aula 004Camada de enlace de dados – Parte 1
Aula 005Camada de enlace de dados – Parte 2
Aula 006Algumas novidades!
Aula 007Protocolo ARP
Aula 008Camada de enlace – Parte 3
Aula 009Numeração Binária
Aula 010Camada de Rede – Parte 1
Aula 011Camada de Rede – Parte 2
Aula 012Camada de Rede – Parte 3
Aula 013Camada de Rede – Parte 4
Aula 014Camada de Transporte – Parte 1
Aula 015Camada de Transporte – Parte 2
Aula 016Camada de Transporte – Parte 3
Aula 017Camada de Transporte – Parte 4
Aula 018Camadas de Sessão, Apresentação e Aplicação

Especial IPv6:

Aula 001Introdução e Arquitetura
Aula 002Endereçamento e Segmentação
Aula 003ICMPv6 e Neighbor Discover Protocol

Por: code

Link: http://under-linux.org/curso-de-redes-gratuito-no-under-linux-1336/

Switches são dispositivos que filtram e encaminham pacotes entre segmentos (sub-redes) de redes locais. Operam na camada de enlace (camada 2) do modelo OSI, devendo ser independentes dos protocolos de camada superior. LANs que usam switches para ligar segmentos são chamadas switched LANs (LANs comutadas) ou, no caso de redes Ethernet, switched Ethernet LANs. Conceitualmente, switches poderiam ser consideradas bridges multi-portas. Tecnicamente, bridging é uma função da camada 2 do modelo OSI, e todos os padrões atuais de rede, como Ethernet, Token Ring e FDDI, podem ser conectados através de bridges ou switches.

Os switches aprendem quais estações estão conectadas a cada um dos segmentos de suas portas. Ele examina o tráfego de entrada, deduz endereços MAC de todas as estações conectadas a cada porta, e usa esta informação para construir uma tabela de endereçamento local.

Clique na imagem para uma versão maior  Nome:	         suite71.gif Visualizações:	372 Tamanho: 	5,0 KB ID:      	13032

Os quadros recebidos, em vez de serem propagados para todas as portas, são enviados apenas para a porta correspondente ao endereço de destino.

Muitos switches usam uma arquitetura baseada em ASIC (Application Specific Switching Circuits), ao invés dos microprocessadores tradicionais, permitindo com isto uma maior velocidade na comutação, e um barateamento do custo.

Classificação dos Switches

Os switches podem ser classificados quanto ao método de encaminhamento dos pacotes utilizado: store-and-forward, cut-through ou adaptative cut through.

Store-and-Forward

Switches Store-and-Forward guardam cada quadro em um buffer antes de encaminhá-lo para a porta de saída. Enquanto o quadro está no buffer, o switch calcula o CRC e mede o tamanho do quadro. Se o CRC falha, ou o tamanho é muito pequeno ou muito grande (um quadro Ethernet tem de 64 bytes a 1518 bytes) o quadro é descartado. Se estiver tudo OK, o quadro é encaminhado para a porta de saída.

Esse método assegura operações sem erro e aumenta a confiabilidade da rede. Contudo, o tempo gasto para guardar e checar cada quadro adiciona um tempo de latência grande ao processamento dos quadros.

A latência total é proporcional ao tamanho dos pacotes: quanto maior o pacote, maior o delay.

Cut-Through

Os Switches Cut-Through foram projetados para reduzir a essa latência. Esses switches minimizam o delay lendo apenas os 6 primeiros bytes de dados do pacote, que contém o endereço de destino, e logo encaminham o pacote.

Contudo, esse switch não detecta pacotes corrompidos causados por colisões (conhecidos como runts), nem erros de CRC. Quanto maior o número de colisões na rede, maior será a largura de banda gasta com o encaminho de pacotes corrompidos.

O segundo tipo de switch cut-through, fragment free, foi projetado para eliminar esse problema. Nesse caso, o switch sempre lê os primeiros 64 bytes de cada pacote, assegurando que o quadro tem pelo menos o tamanho mínimo, evitando o encaminhamento de runts pela rede.

Adaptative Cut-Through

Os switches que processam pacotes no modo adaptativo suportam tanto store-and-forward quanto cut-through. Qualquer dos modos pode ser ativado pelo gerente da rede, ou o switch pode ser inteligente o bastante para escolher entre os dois métodos, baseado no número de quadros com erro passando pelas portas.

Quando o número de quadros corrompidos atinge um certo nível, o switch pode mudar do modo cut-through para store-and-forward, voltando ao modo anterior quando a rede se normalizar.

Switches cut-through são melhor utilizados em pequenos grupos de trabalho e pequenos departamentos. Nessas aplicações é necessário um bom throughput, mas erros potenciais de rede ficam no nível do segmento, sem impactar a rede corporativa.

Já os switches store-and-forward são projetados para redes corporativas, onde check de erros e bom throughput são desejáveis.

Apenas os switches store-and-forward, ou Adaptative cut-through funcionando no modo store-and-forward possuem a capacidade de suportar mais de um tipo de LAN (como por exemplo Ethernet e Fast Ethernet), pois são os únicos com capacidade de bufferização dos quadros, condição necessária para a posterior conversão do formato do quadro MAC, ou do método de sinalização.

Forma de Segmentação das Sub-Redes

Os switches também podem ser classificados quanto à [B] forma de segmentação das sub-redes: switches de camada 2 (Layer 2 Switches), switches de camada 3 (Layer 3 Switches), ou switches de camada 4 (Layer 4 switches).

Layer 2 Switches

São os switches tradicionais, que efetivamente funcionam como bridges multi-portas. Sua principal finalidade é de dividir uma LAN em múltiplos domínios de colisão, ou, nos casos das redes em anel, segmentar a LAN em diversos anéis.

Os switches de camada 2 possibilitam, portanto, múltiplas transmissões simultâneas, a transmissão de uma sub-rede não interferindo nas outras sub-redes. Os switches de camada 2 não conseguem, porém filtrar broadcasts, multicasts (no caso em mais de uma sub-rede contenham as estações pertencentes ao grupo multicast de destino), e quadros cujo destino ainda não tenha sido incluído na tabela de endereçamento.

Layer 3 Switches

São os switches que, além das funções tradicionais da camada 2, incorporam algumas funções de roteamento, como por exemplo a determinação do caminho de repasse baseado em informações de camada de rede (camada 3), validação da integridade do cabeçalho da camada 3 por checksum, e suporte aos protocolos de roteamento tradicionais (RIP, OSPF, etc).

Os switches de camada 3 suportam também a definição de redes virtuais (VLAN’s), e possibilitam a comunicação entre as diversas VLAN’s, sem a necessidade de se utilizar um roteador externo.

Por permitir a interligação de segmentos de diferentes DOMÍNIOS DE BROADCAST, os switches de camada 3 são particularmente recomendados para a segmentação de LAN’s muito grandes, onde a simples utilização de switches de camada 2 provocaria uma perda de performance e eficiência da LAN, devido à quantidade excessiva de broadcasts.

Apesar da semelhança entre os switches de camada 3 e os roteadores, existem algumas características que os distinguem, conforme podemos verificar na tabela comparativa abaixo:

Tabela 1 – Principais diferenças entre switches de camada 3 e roteadores:

Clique na imagem para uma versão maior  Nome:	         tabel3.png Visualizações:	359 Tamanho: 	9,2 KB ID:      	13034

Pode-se afirmar que a implementação típica de um switch de camada 3 é mais escalável que um roteador, pois este último utiliza as técnicas de roteamento a nível 3 e repasse a nível 2 como complementos, enquanto que os switches sobrepõem a função de roteamento em cima do switching, aplicando o roteamento aonde se mostrar necessário.

Layer 4 Switches

Estão no mercado a pouco tempo, e geram uma controvérsia quanto à adequada classificação destes equipamentos. São muitas vezes chamados de Layer 3+ (Layer 3 Plus).

Basicamente incorpora às funcionalidades de um switch de camada 3, a habilidade de se implementar a aplicação de políticas e filtros a partir de informações de camada 4 ou superiores, como portas TCP e UDP, ou SNMP, FTP, etc.

Classificação dos Switches Layer 3

Existem dois tipos básicos de Switches Layer 3: Pacote-por-Pacote (Packet by Packet) e Layer-3 Cut-through.

Basicamente um switch Packet By Packet é um caso especial de switch Store-and-Forward, pois como estes, bufferizam e examinam o pacote, calculando o CRC do quadro MAC, e além disto decodificam o cabeçalho da camada de rede para definir sua rota através do protocolo de roteamento adotado.

Um switch Layer 3 Cut-Through (não confundir com switch Cut-Through, assim classificado quanto ao método de encaminhamento dos pacotes), examinam os primeiros campos, determinam o endereço de destino (através das informações dos “headers” de camada 2 e 3), e, a partir deste instante, estabelecem uma conexão ponto a ponto (a nível 2), examinando apenas as informações de nível 2, para conseguir uma alta taxa de transferência de pacotes.

Cada fabricante tem o seu projeto próprio para possibilitar a identificação correta dos fluxos de dados a fim de possibilitar o repasse após os primeiros terem sido roteados. Como exemplo, temos o “IP Switching” da Ipsilon, o “SecureFast Virtual Networking da Cabletron”, o “Fast IP” da 3Com.

O único projeto adotado como um padrão de fato, sendo portanto implementado por diversos fabricantes, é o MPOA (Multi Protocol Over ATM). O MPOA, a despeito de sua comprovada eficiência, é complexo e caro de se implementar, e é limitado a backbones ATM.

O switch Layer 3 Cut-Through, a partir do momento em que a conexão ponto a ponto for estabelecida, poderá funcionar no modo “Store-and-Forward” ou “Cut-Through”.

Características a se Considerar na Escolha dos Switches

Abaixo segue uma lista das principais características a se conbsiderar na escolha de um switch para sua rede:

  • Modo de operação (cut-through/Store-and-Forward);
  • Suporte a VLAN’s (Porta/Protocolo/Endereço MAC);
  • Suporte a “VLAN Trunk” (IEEE 802.1Q);
  • Modo de segmentação (Layer 2, Layer 3, etc);
  • Número máximo de VLAN’s que o equipamento suporta;
  • Capacidade de implementar mais de uma VLAN em uma mesma porta;
  • Capacidade do backplane;
  • Capacidade de aprendizagem de Endereços MAC;
  • Suporte à definição de Classes de Serviço (CoS) IEEE 802.1p;
  • Suporte à configuração de “Link Agregation”;
  • Suporte à definição de Qualidade de Serviço (QoS) RSVP;
  • Suporte ao protocolo Spanning Tree;
  • Capacidade de definição de Links Resilientes;
  • Capacidade de implementação de filtros de protocolo;
  • Capacidade de implementação de controle de contenção de broadcast;
  • Capacidade de implementação de filtros de multicast;
  • Capacidade de implementação de controle de fluxo (congestão);
  • Suporte a “DHCP Relay”;
  • Número de portas;
  • Quantidade e tipo de portas “uplink”;
  • Implementação de tecnologia “auto-sensing”;
  • Implementação de Ethernet/Fast/Giga no modo “Full Duplex”;
  • Capacidade de empilhamento entre switches, sem adicionar níveis de repetição;
  • Redundância de fontes, portas, módulos de rede, módulos de gerência e controle;
  • Suporte ao gerenciamento SNMP, SNMP v2;
  • Capacidade de implementar o espelhamento de tráfego em mais de uma porta;
  • Suporte ao Gerenciamento RMON, para os 4 grupos básicos (Statistics, Events, Alarms, History);
  • Suporte a RMON, para os demais Grupos (Hosts, HostsTopN, Matrix, Filter, Packet Capture).

Autor:

- Jean Carlos

Fonte: http://under-linux.org/blogs/magal/switches-entendendo-seu-funcionamento-e-aplicacoes-2172/

Lançado Nmap 5.35DC1

Publicado: 17/07/2010 em Sem categoria

Fyodor acaba de anunciar em lista nmap-dev que, após 3 meses e meio do lançamento da versão 5.30BETA1 (lançado no dia 29 de março) do Nmap, já está disponível para download [2] a versão 5.35DC1 Network Mapper. O nome DefCon foi dado a essa versão porque Fyodor achou a conferência de mesmo nome, fantástica. A nova versão ainda é Beta, mas já inclui 131 scripts NSE (sendo 17 deles novos), 6.622 versões de detecção de assinaturas, 2.608 fingerprints, e muito mais novidades. Uma das novas implementações que podem ser de interesse de muitos usuários do Nmap são os novos scripts db2 e ms-sql, respectivamente para os bancos de dados DB2 e MS-SQL. Outro script interessante é o nfs-ls que torna a procura por NFS em uma rede uma tarefa simples.

O Nmap é um utilitário de exploração e auditoria de segurança de redes, livre e de código aberto. Muitos administradores de sistemas e redes utilizam esse aplicativo para tarefas como inventário de rede, gerenciamento de serviços de atualização de agendamentos, além do monitoramento de uptime de hosts e serviços de rede. O código-fonte do Nmap 5.35DC1 está disponível para Linux, Mac OS X e Windows. Se você tiver interesse em usar essa versão Beta, ajude Fyodor com feedback [3] caso encontre bugs no aplicativo.

Saiba Mais:

[1] NMmap: http://nmap.org/
[2] Download do Nmap: http://nmap.org/download.html
[3] Reportando bugs no Nmpa: http://nmap.org/book/man-bugs.html]

Por: tuxdahora