Arquivo de 27/08/2010

Olá pessoal,

Como todos sabem (se não sabem agora ficam sabendo), é possível passar parâmetros para o kernel atravéz do GRUB, permitindo personalizar a inicialização do sistema, a fim de manutenção ou outras necessidades. (Escrevi um post sobre isto no passado – LPIC-1 – 101.2 – Boot do Sistema).

O problema é que estas outras necessidades podem ser ilicitas, como por exemplo trocar a senha do root ou qualquer outra maldade planejada.

Sendo assim, o recomendável é colocar uma senha no GRUB, assim não é possível passar qualquer parâmetro por pessoas não autorizadas.

Esta tarefa é bem simples, logado no sistema digite:

#grub

Ja dentro da console do GRUB vamos criar a senha criptografada. Para este tutorial usei a senha dificilima 123456, tenho certeza que vocês não farão o mesmo, correto?

grub> md5crypt

O sistema pedirá sua senha. Quando você pressionar “Enter” ele informará a senha criptografada (Encrypted), anote esta senha, pois utilizaremos a seguir.

Para sair do console GRUB, digite “quit”

Agora, vamos editar o arquivo menu.lst do GRUB

# vi /boot/grub/menu.lst

No arquivo menu.lst iremos adicionar a linha de configuracao da senha criptografada (password –md5 $1$4Eohj/$cNCHhCKQX805y8qzmoceG/)

Veja como ficou o menu.lst abaixo

# Modified by YaST2. Last modification on Sex Ago 27 05:23:53 UTC 2010
# Senha para o GRUB
password --md5 $1$4Eohj/$cNCHhCKQX805y8qzmoceG/

# Configuracoes iniciais do Grub
default 0
timeout 8
##YaST - generic_mbr
gfxmenu (hd0,0)/message
hiddenmenu
##YaST - activate

###Don't change this comment - YaST2 identifier: Original name: linux###
title openSUSE 11.1 - 2.6.27.7-9
    root (hd0,0)
    kernel /vmlinuz-2.6.27.7-9-default root=/dev/disk/by-id/ata-VBOX_HARDDISK_VBf52cb6d0-cc3ba023-part2 resume=/dev/disk/by-id/ata-VBOX_HARDDISK_VBf52cb6d0-cc3ba023-part3 splash=silent showopts vga=0x314
    initrd /initrd-2.6.27.7-9-default

###Don't change this comment - YaST2 identifier: Original name: failsafe###
title Failsafe -- openSUSE 11.1 - 2.6.27.7-9
    root (hd0,0)
    kernel /vmlinuz-2.6.27.7-9-default root=/dev/disk/by-id/ata-VBOX_HARDDISK_VBf52cb6d0-cc3ba023-part2 resume=/dev/disk/by-id/ata-VBOX_HARDDISK_VBf52cb6d0-cc3ba023-part3 splash=silent showopts vga=0x314
    initrd /initrd-2.6.27.7-9-default

Pronto, após esta alteração a senha está implementada. Ao reiniciar o Linux, na tela do  GRUB note que agora para qualquer alteração ele pede para pressionar a tecla “p”.

Ao pressionar “p”  ele pedirá a senha e após digita-la será possivel voltar a passar parâmetros para o Kernel.

Dica: Coloque um senha bem complexa e só passe a senha a quem realmente deverá manipulá-la.

Não se esqueçam de seguir @yeslinux no twitter e se gostaram, lá em cima clique em Retweet.

Abraços

Por: Robertson Reis

Marco Galaz, diretor da everis Brasil, afirma que as operadoras devem desenvolver modelos de negócios focados em voz e dados.

Operadoras venderão serviços de comunicação e conteúdo

Na segunda reportagem da série “Vozes do Mercado”, do Portal IPNews, Marco Galaz, diretor de Telecom da everis Brasil, em entrevista exclusiva ao IPNews, comenta o emprego do 4G, LTE e como as operadoras fixas, móveis e virtuais lidam com o novo mercado que as cerca: o pós – anúncio do PNBL.

Levando em consideração que a banda larga móvel no Brasil já alcança 187 milhões de pessoas, o Sr. poderia nos falar um pouco sobre a rede 4G?

O maior beneficio que a rede 4G pode trazer para os usuários é o aumento na velocidade passando de 2 ou 3 mega nos aparelhos de celular, para 70, 30, 40 mega, ou seja, 10 vezes acima da velocidade que temos hoje. A rede 4G também deve garantir que você fique conectado 100% do tempo em qualquer lugar.

82% dos brasileiros ainda possuem celular pré-pago. Sendo assim, como será a adoção da rede 4G aqui no Brasil?

Primeiro que haverá maior capacidade de linhas dentro de uma mesma rede. Com isso teremos um menor numero de redes e um maior volume de linhas, isso me permite reduzir os custos de infraestrutura. Mais o mais importante é hoje o telefone celular está mais associado com voz, SMS , com esses tipos de serviços. Desse modo, com a tecnologia 4G, o celular não será para fazer ligações, será um aparelho para gerar, compartilhar e solicitar conteúdo. Assim, essas empresas passariam a ser também empresas de conteúdo e não só de comunicação, um pouco como acontece com as redes sociais, e com a internet.

O 4G vem revolucionando o mercado de Smartphones, portanto, provavelmente será um serviço bem caro. Para as operadoras é rentável levar o 4G para lugares mais afastados, que ainda não tem a banda larga?

Daqui a um ou dois anos as operadoras começarão a concorrer por conexões à internet, e, com o aumento do numero de usuários na internet, além de precisarem fazer investimento maior para dar suporte a todos, terão que reduzir os preços, porque estão pagando essa estrutura que já foi implementada. O mundo inteiro está migrando para 4G, então há uma tendência, e as operadoras têm que se preparar para isso. Haverão novas opções de desenvolvimento e novos aplicativos que, de uma forma ou outra, vão prover benefícios a todos, e as operadoras terão sim que fazer investimentos. Imagino que o governo vai incentivar, então poderá ser uma realidade por volta de 2013 aqui no Brasil.

Então você acredita que em 2013 o 4G já estará bem instalado aqui no Brasil?

Imagino que em 2013 nós já começaremos a falar de novas redes, e identificaremos as operadoras que sairão como vanguardistas, porque falarão do 4G e dos serviços que ofertarão. Imagino que isso já seja implantado em 2014 e daí pra frente é só evoluir em aplicações, prestações de serviços e em diferentes aplicativos que vamos utilizar no dia-a-dia.

Posição das MMDS com a redução do espectro

O que a redução do espectro, recentemente dita pela Anatel, acarretará para as MMDS e para as operadoras de telefonia móvel?

Você vê no mercado um movimento de integração de operadoras de convergência fixas e de celulares. Elas estão se juntando, como a Vivo, a Claro e a Telefônica, por exemplo, que fora do país já oferecem TV, banda larga, telefonia fixa e telefonia celular. Então, se por uma parte as operadoras de TV perderam parte do espectro, porque a Anatel criou e vai para a faixa de 2,5GHz, por outro agora não precisam de mais, pois estão dentro do mesmo negócio. De fato as empresas vão mudar o modelo de negócios e as operadoras não vão trabalhar só com voz, mas também vão começar a vender TV. Acho que essa é a maior mudança.

A Anatel já regulou uma faixa de 20Mhz para a tecnologia da parte digital de FDV (frequency digital division) e o que a Agência está propondo é um plano de revenda do espectro até 2012, 2013, quando haverá maior disponibilidade de faixa.

LTE X WiMax no Brasil

Falando do espectro, da banda larga, por favor comente a respeito do LTE aqui no Brasil.

Bom, LTE são as novas redes, aquelas denominadas de “longa vida”, diferentes daquelas que conhecemos hoje. Elas geram impacto nas redes WiMax, aqui no Brasil, pois estas não são muito populares. Com a LTE, não precisaremos mais de Wimax, o que permite algumas melhorias, como custo, porque LTE é bem mais barato.

Você acha que demoraria quanto?

Acho que até 2014, isso já será uma realidade também, pois ficaria em paralelo com a 4G. As redes LTE são as que permitem trabalhar com o 4G.

Vídeos no tráfego online

Atualmente a visualização de vídeos, corresponde a 51% do tráfego on-line. A tendência dos smartphones principalmente agora com o 4G, que é mais usado para transmissão de dados, é também ter um grande trafego de vídeos?

A telefonia como conhecemos vai mudar. O que estamos vendo é que agora, cada vez mais, as pessoas estão usando o telefone para se conectar, usando Twitter, ver e-mail, ver Orkut, MSN, enfim, todas as redes sociais. Sendo assim, você gera conteúdo e a operadora compra esse conteúdo. No caso de TV e vídeo estão fazendo o mesmo, tanto que o YouTube já está fazendo isso. Como as redes 4G têm uma capacidade e uma velocidade de conexão muito maior, a tendência é que isso aumente. Daqui a 4 ou 5 anos isso seguramente vai mudar a forma como as empresas trabalham, porque broadcast, vídeo On Demand e geração de conteúdo são coisas que vamos começar a escutar muito no mundo dos smartphone e telefonia celular.

Sobre a venda de vídeos, aqui no Brasil as pessoas não tem o costume de comprar vídeos como no caso do iTunes, que você paga um valor em dólar pelo conteúdo. Isso pode virar tendência, comprar pelo telefone?

Sim, acho que sim, encontrei já alguns sites que fazem isso, vendem vídeos por R$1, R$1,20. É bacana porque esse conteúdo tem uma durabilidade, esse arquivo fica no seu telefone por 24 horas depois disso ele apaga. É como uma locadora, você pode baixar no celular e, posteriormente, passar para a TV. Acho que é uma grande oportunidade para as operadoras, que devem começar a trabalhar e evoluir.

Por Andressa Nascimento

* fonte: iPNews

Um dos pontos mais críticos do segmento da Tecnologia da Informação é a carência de profissionais e o tema será debatido no Rio Info 2010, nas palestras voltadas para oportunidades de negócios. Hoje, o déficit de profissionais é de 71 mil profissionais. Para tentar entender o que acontece nessa área, a Softex prepara um estudo, a ser divulgado no final do ano, para saber as razões de num mercado com falta de especialistas, a evasão dos cursos especializados é tão elevada.

O tema é tão relevante que no documento – que será entregue aos candidatos à sucessão presidencial e estadual – e divulgado nesta quarta-feira, 25/08, pelas entidades setoriais de TI – Abes, Fenainfo, Assespro, Brasscom, Softex e Sucesu – a questão de formação de mão-de-obra é um dos cinco itens estruturados. Além dele, estão em pauta a desoneração trabalhista e a mudança no modelo das compras governamentais.

A indústria de software e serviços de TI – que em 2009, obteve uma receita de US$ 3 bilhões – projeta alcançar US$ 20 bilhões em 2020. Para isso, obervam as entidades, serão necessários 300 mil profissionais para atuar nesse modelo de vendas externas. Mais 450 mil profissionais seriam requisitados para o mercado interno, de acordo com as projeções das entidades setoriais.

“Queremos entender o porquê de tantos jovens entrarem nas faculdades voltadas para TI e não concluírem seus cursos, quando há mercado de trabalho. Temos que saber as razões dessa evasão – se é a má qualidade de ensino, do currículo, para reter esses jovens na área”, disse Arnaldo Bacha, do Softex, ao explicar o levantamento que está em elaboração e será conhecido até dezembro.

Um dos grandes problemas para a formação de um profissional de TI é que ele precisa ter domínio dos fundamentos de matemática e lógica, além do conhecimento da língua inglesa.

:: fonte: Convergência Digital – Cobertura Ciab Febraban 2010
:: Da redação

Lançado DigiKam 1.4.0

Publicado: 27/08/2010 em Sem categoria

A equipe responsável pelo desenvolvimento do DigiKam lançou a versão 1.4.0 de gerenciador open source de aplicações avançadas de fotografia digital. Esta última atualização adiciona um novo recurso na opção AdvancedRename e aborda uma série de falhas encontradas na versão anterior. DigiKam 1.4.0 apresenta um novo modificador Remove Doubles para remover ítens duplicados e corrige um problema que causou uma falha no programa ao abrir as opções de configuração.

Outras alterações incluem correcções para tags, para comentários e para autores que não estão aparecendo nos metadados, um problema que poderia causar o desaparecimento de imagens de um álbum depois de ser renomeado, além de terem sido feitas várias mudanças em relação à usabilidade. Os desenvolvedores também lançaram a versão 1.4.0 do Kipi plug-ins – a atualização de plug-ins é essencialmente uma versão de correção de bugs. Informações detalhadas sobre este lançamento podem ser encontradas em suas notas oficiais (a partir do próprio site do gerenciador). A versão 1.4.0 do DigiKam já está disponível para download [2].

Saiba Mais:

[1] Digikam 1.4.0: http://www.digikam.org/
[2] Download do DigiKam 1.4.0: http://www.digikam.org/drupal/download

Por Camyll