Arquivo de 23/09/2010

O serviço cvsd te deixa configurar usuários sem a necessidade de usar os do sistema, além de é claro, subir repositórios do cvs.

Tive a necessidade de atualizar meus servidores na empresa, e em um deles rodava o serviço de CVS. Era uma máquina um tanto obsoleta e uma distro também (Fedora 5).

Migrei tudo o que tinha para Ubuntu, mas ficou o cvs para resolver, instalei, configurei. Porém não queria que os usuários fossem autenticados como usuários do sistema, tentei de várias maneiras e não consegui, até que encontrei o cvsd (meio na cara né. :) ). Com ele resolvi os problemas, e de quebra não precisei usar mais o xinetd para iniciar o cvs.

Segue a instalação e configuração do mesmo:

# apt-get install cvs cvsd

Na configuração do cvsd aparecerá a mensagem:

Configuring cvsd

A ideia do cvsd é servir repositórios. Especifique uma lista separada por dois pontos ‘:’ de repositórios a serem servidos. A localização desses repositórios é relativa a saída jaula chroot especificada (/var/lib/cvsd) e deve iniciar com uma ‘/’.

Os repositórios aqui devem ser inicializados manualmente com um comando como ‘cvs -d /var/lib/cvsd/myrepos init’ e logo após senhas poderão ser definidas com um comando como ‘cvsd-passwd /var/lib/cvsd/myrepos anomymous’. Consulte o arquivo /usr/share/doc/cvsd/README.gz para maiores detalhes sobre a criação de repositórios.

Repositórios a serem servidos:

/demo:/myrepos

<Ok> <Cancelar>

Pode ser apagado /demo:/myrepos e colocar o seu repositório, aqui vou chamá-lo de vol. Como na própria mensagem diz, devemos iniciar então o repositório:

# cvs -d /var/lib/cvsd/vol init

Aqui o cvs cria o diretório CVSROOT que contém as informações e configurações do cvs.

Feito isso devemos criar os usuários, também especificado na mensagem:

# cvsd-passwd /var/lib/cvsd/vol nomeUsuario

Agora faz-se necessário configurar o cvsd, pois o mesmo não inicia no Ubuntu, e vendo os logs dele gerado observa-se que a porta está sendo usada, para corrigir isso edite o arquivo do cvsd.

# vi /etc/cvsd/cvsd.conf

Altere “Listen * 2401″ para “Listen 0.0.0.0 2401″, salve e reinicie o serviço:

# service cvsd restart

Caso já tenha projetos em uso, basta copiá-los para /var/lib/cvsd/vol e dar permissões para os projetos. Exemplo:

# chmod 777 -R /var/lib/cvsd/vol

Podemos ainda criar um script para inserção de novos usuários sem ter a necessidade de digitarmos todo o comando de criação:

#!/bin/bash
echo “Digite o nome do usuario para CVS”
read usuario
cvsd-passwd /var/lib/cvsd/vol $usuario

Feito isso, atualizei meu servidor cvs.

Publicado por Denilson Martins

Roteamento dinâmico

Publicado: 23/09/2010 em Sem categoria

Nesta dica veremos como funciona, como é estruturado e como fazer. Para darmos início ao tema é necessário saber conceitos básicos de roteamento dinâmico!

O roteamento dinâmico é estabelecido quando colocamos uma máquina entre duas ou mais sub-redes diferentes e há a livre passagem de pacotes entre elas, quando necessário. É importante ressaltar que o roteamento só ira funcionar quando for feito entre sub-redes diferentes. O roteamento também é útil para diminuir o tráfego na rede como um todo, pois só deixa o pacote mudar de sub-rede se isso for realmente necessário.

É importante que todos os PCs saibam quem é o seu gateway, pois do contrário os pacotes poderão se perder!

Fazendo o roteamento dinâmico

Para estabelecermos o roteamento dinâmico entre sub-redes, basta:

  • Inserir um PC com duas placas de rede entre as duas sub-redes, configurando cada placa de acordo com cada sub-rede.
  • Definir em cada máquina, de cada sub-rede quem é o seu gateway.
  • Ativar o roteamento dinâmico via kernel.

Definindo o gateway

Para definirmos o gateway em cada cliente devemos:

Sintaxe: GATEWAY = ip_do_gateway

Em seguida reinicie a rede!

Ativando o roteamento vai kernel.

O roteamento via kernel será ativado com o comando:

# echo “1″ > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward

Esse roteamento será perdido se a rede for reinicializada.

Poderíamos inserir uma regra no fim do arquivo /etc/rc.d/rc.local, para que seja ativada a cada reinicialização do sistema.

Testando o roteamento

O teste pode ser feito através do comando ping. Basta “pingar” uma máquina que esteja após o roteador, sendo da seguinte forma:

  • Ping uma máquina em outra máquina.
  • Ping em outro roteador

Enfim, basta pingar para poder saber. Caso não tenha resposta, repita os procedimentos novamente.

Um ótimo roteador necessita de um firewall. Sendo assim você poderá criar políticas de segurança para o trafego de dados.

Falarei de firewall, as políticas essenciais, regras básicas, enfim estará postado no próximo artigo.

Caso haja duvidas procurem-nos no fórum.

Autor: Peterson Medina