Arquivo de 15/03/2011

modprobe / insmod / lsmod / rmmod / modinfo
O primeiro passo para configurar um interface é garantir que o kernel saiba como “conversar” com esse dispositivo. Para tanto, o kernel deverá ou ter embutido o “driver” (que no Linux chamamos de módulo) ou carregar dinâmicamente esse “driver”. Os comandos “mod” servem para carregar, descarregar e listar módulos, e são bastante simples de usar:

Para listar os módulos carregados pelo kernel use o comando lsmod, exemplo:
# lsmod
Module Size Used by Not tainted
e100 49064 1

Para carregar um módulo é só utilizar o comando insmod ou o comando modprobe. A diferença entre os dois é que o comando modprobe resolve e carrega as dependências do módulo que estamos tentando carregar, isto é, se o módulo “A” necessita que o módulo “B” esteja carregado, usar “modprobe A” carregará os dois! Exemplo:
# modprobe 8139too

Alguns módulos aceitam parâmetros ao serem carregados como, por exemplo, IRQ, I/O, opções de velocidade, etc. Para obter mais informações sobre um módulo, utilize o comando modinfo. Por exemplo, para obter a lista de parâmetros de um módulo use “modinfo -p módulo”.

O comando rmmod serve para remover um módulo que não está mais em uso. Também podemos usar o comando modprobe com a opção -r, para se obter um efeito análogo ao carregamento de módulos com dependências, mas para remover, é claro.

mii-tool
O comando mii-tool serve para verificar e alterar o estado “Media-Independent Interface” de uma interface. O MII é um recurso utilizado pela maioria dos adaptadores fast ethernet para negociar a velocidade do link e o full/half duplex. Atenção, nem todos os adaptadores suportam esse recurso!

Para verificar o estado de uma interface, basta usar o comando sem parâmetros. Exemplo:
# mii-tool
eth0: negotiated 100baseTx-FD, link ok

Para forçar que uma placa anuncie somente certas capacidades, ou para desabilitar completamente a auto-negociação e forçar uma certa velocidade, use os parâmetros -A e -F, respectivamente. Exemplo:

Anuncia que a placa entende 100Mbit/s Half e Full Duplex:
# mii-tool -A 100BaseTx-FD,100BaseTx-HD eth0

Força a placa a entrar no modo 10Mbit/s Full Duplex:
# mii-tool -F 10BaseT-FD eth0

ifconfig
O ifconfig é o principal comando para configurarmos interfaces no Linux. A sua forma geral é “ifconfig opções | endereço”. Consulte a página do manual para ver todas as opções (man ifconfig). Veremos a seguir alguns exemplos:

Para listar as interfaces e seus endereços:
# ifconfig
eth1 Link encap:Ethernet HWaddr 02:60:8C:F1:EB:CF
inet addr:10.10.10.1 Bcast:10.255.255.255 Mask:255.255.255.0
UP BROADCAST RUNNING MULTICAST MTU:1500 Metric:1
RX packets:11 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
collisions:0 txqueuelen:1000
RX bytes:858 (858.0 b) TX bytes:0 (0.0 b)
Interrupt:5 Base address:0×2440

lo Link encap:Local Loopback
inet addr:127.0.0.1 Mask:255.0.0.0
UP LOOPBACK RUNNING MTU:16436 Metric:1
RX packets:55870 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
TX packets:55870 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
collisions:0 txqueuelen:0
RX bytes:124540531 (118.7 ))MiB(() TX bytes:124540531 (118.7 ))MiB(()

Para configurar e levantar uma interface com um determinado IP:
# ifconfig eth0 10.0.0.1 netmask 255.255.255.0 up

Para desabilitar uma interface:
# ifconfig eth0 down

Para configurar um “alias” em uma interface, juntamente com outro endereço IP:
# ifconfig eth0:1 192.168.1.1 netmask 255.255.255.0

Para mudar a MTU de uma interface:
# ifconfig eth0 mtu 1440

Para configurar placa com uma conexão ponto-a-ponto:

# ifconfig eth0 192.168.2.1 netmask 255.255.255.255 pointopoint 192.168.2.2

Para colocar e retirar uma interface do modo “Promíscuo” (a interface aceita pacotes destinados a qualquer IP):

# intertace eth0 promisc
# interface eth0 -promisc

O ifconfig também pode ser utilizado para se alterar o endereço MAC da placa! Para alterar esse endereço é necessário que a placa esteja inativa. Exemplo:

# ifconfig eth0 down
# ifconfig eth0 hw ether 00:11:22:33:44:55
# ifconfig eth0 up

Configuração de Rotas

route
O comando route serve para mostrar e manipular a tabela principal de rotas. Quando utilizado sem argumentos ele mostra a tabela de rotas. Exemplo:

# route
Kernel IP routing table
Destination Gateway Genmask Flags Metric Ref Use Iface
10.10.10.0 * 255.255.255.0 U 0 0 0 eth0
default 10.10.10.10 0.0.0.0 UG 0 0 0 eth0

Um parâmetro que pode ser útil ao mostrarmos rotas é o “-n”, que faz com que o comando route não tente resolver nomes.

Para inserir uma rota use o comando no formato: route add [ -net | -host ] target [ netmask Nm ] [ gw Gw ] [[ dev ] If ]. Exemplos:

Inserir uma rota para uma rede:

# route add -net 192.168.5.0 netmask 255.255.255.0 gw 192.168.1.3

Inserir uma rota para um host, utilizando uma determinada interface ponto-a-ponto:

# route add -net 192.168.10.1 dev ppp0

Para selecionar a rota default:

# route add default gw 192.168.1.200

Para remover rotas usamos praticamente a mesma sintaxe, mas ao invés do “add” usamos o “del”.

Comandos úteis na resolução de problemas

Problemas no nível 2

Quando falamos em roteamento, estamos trabalhando basicamente com a camada 3 (IP) do modelo OSI. No entanto, existem muitos casos em que é necessário conhecer e trabalhar com o nível 2 (enlace), mais especificamente estaremos falando, no nosso caso, de ethernet.

arp
O comando arp serve para listar e modificar a tabela arp do kernel. A tabela arp associa endereços IP à endereços de “hardware”, (no caso do ethernet, aos MAC address). Na sua forma mais básica, sem parâmetros, o comando arp simplesmente lista a tabela arp (utilize a opção -n para não resolver nomes), exemplo:

# arp

Address HWtype ))HWaddress(( Flags Mask Iface maquina1.teste ether 00:00:0C:95:0B:00 C eth0 maquina2.teste ether 00:60:08:A1:48:A6 C eth0

Para remover uma entrada da tabela utilize opção “-d host”. exemplo:

# arp -d maquina2.teste

O comando arp permite também que entradas sejam adicionadas manualmente na tabela. Normalmente isso não é necessário mas em algumas situações poderá ser, por exemplo, quando configuramos uma conexão ponto-a-ponto, ou dial-up. Nesse caso é preciso que a máquina roteadora seja capaz de aceitar pacotes que tenham como destino a outra máquina da conexão. Para adicionarmos uma entrada usamos a opção “-s host hw_address” ou para forçarmos que uma interface responda a requisições arp utilizando o endereço de outra (ou dela mesmo) interface, podemos usar as opções “-i”, para definir a interface, e a opção “-D”, para dizer de qual interface queremos “copiar” o endereço de hardware. Exemplo

# arp -s 192.168.0.3 -i eth0 -D eth0 pub

O exemplo acima faria com que a interface eth0 respondesse a requisições de arp para o endereço 192.168.0.3 utilizando o seu próprio endereço de hardware. A opção pub faz com que a interface passe a “divulgar” esse endereço (e não apenas a aceitar pacotes para ele).

arping
O comando arping serve para enviar requisições arp e/ou ICMP. O comando arping, além de aceitar nome de hosts, endereços IPs? e endereços de hardware, pode usar também como origem e/ou destino endereços de broadcast. Por exemplo, se quisermos verificar se um determinado IP está sendo utilizado antes de o configurarmos na placa de rede poderíamos fazer:

# arp -0 192.168.0.1

O resultado disso é:

# tcpdump arp
tcpdump: listening on eth0
14:02:48.327806 arp who-has 192.168.0.1 tell 0.0.0.0
14:02:48.327939 arp reply 192.168.0.1 is-at 0:60:8:a1:48:a6

Conectividade e Rotas

Para diagnosticar problemas de conectividade ou de roteamento os comandos a seguir são bastante úteis.

ping
O ping já deve ser um velho conhecido de todos que trabalham com redes de computadores. Ele serve para enviar requisições ICMP de “echo request” e fica escutando pelos pacotes ICMP de “echo reply”. No entanto, o ping serve também para mostrar a rota que os pacotes ICMP fazem, tanto na “ida” quanto na “volta”. Para tanto, basta utilizar a opção “-R” do ping, como no exemplo abaixo:

# ping -c 1 -R 200.Z.Z.21
PING 200.X.X.21 (200.X.X.21) 56(124) bytes of data.
64 bytes from 200.X.X.21: icmp_seq=1 ttl=254 time=5.16 ms
RR: 200.X.X.36
200.X.Y.21
200.Z.Z.20
200.Z.Z.21
200.Z.Z.21
200.X.Y.22
200.X.X.41
200.X.X.36

— 200.Z.Z.21 ping statistics —
1 packets transmitted, 1 received, 0% packet loss, time 0ms
rtt min/avg/max/mdev = 5.165/5.165/5.165/0.000 ms

A opção “-c N” serve para especificar quantos “pings” queremos enviar.

traceroute

O comando traceroute é utilizado para traçar rotas até um determinado IP. Ao contrário do “ping -R” o traceroute resolve os nomes (podendo-se desabilitar isso com a opção “-n”), e é capaz de traçar uma rota mesmo que o host não exista ou esteja inacessível. Obviamente o comando só irá traçar a rota até que um roteador responda com um “unreacheable” ou até o TTL expirar. Exemplo:

# traceroute 200.Z.Z.21
traceroute to 200.Z.Z.21 (200.Z.Z.21), 30 hops max, 38 byte packets
1 maquina1 (200.X.X.41) 2.501 ms 1.289 ms 1.316 ms
2 maquina2 (200.X.Y.22) 1.246 ms 1.358 ms 1.117 ms
3 destino (200.Z.Z.21) 1.153 ms 2.126 ms 1.004 ms

tracepath
O tracepath é um comando bastante similar ao traceroute, mas mostra o pmtu do caminho. Exemplo:

# tracepath 200.Z.Z.21
1: LOCALHOST pmtu 1500
1: maquina1 (200.X.X.41) 4.243ms
2: maquina2 (200.X.Y.22) 4.242ms
3: destino (200.Z.Z.21) 7.171ms reached
Resume: pmtu 1500 hops 3 back 3

tcpdump
O comando tcpdump serve para fazer um dump do tráfego de rede. Na sua operação normal ele coloca a interface de rede em modo promíscuo e imprime na tela uma breve descrição de todos os pacotes que chegam à interface. O tcpdump foi utilizado no exemplo acima sobre arping para mostrar as requisições e respostas arp na rede. Nesse documento vamos apenas citar alguns exemplos e deixar a cargo do leitor que olhe no manual do comando a imensa lista de opções que ele é capaz de aceitar.

Para mostrar os pacotes do tipo ICMP que chegam à interface eth0:

# tcpdump -i eth0 icmp

Para mostrar os pacotes com origem na máquina x.y.z.z:

# tcpdump src x.y.z.z

Para mostrar pacotes que tenham como origem ou destino a máquina x.y.z.z

# tcpdump host x.y.z.z

O Comando IP

O comando IP merece um tópico a parte, pois ele resume em apenas um comando funcionalidades do ifconfig, arp e route, além de permitir a manipulação de tabelas de rotas especiais e túneis. A sua forma básica é ip [ opções ] OBJETO { COMMAND | help }. Onde objeto os principais objetos são: link, addr, neigh, e route. Veremos a seguir em mais detalhes esses objetos. Os objetos tunnel e rule serão vistos em outra ocasião.

Vale lembrar que utilizando simplesmente “ip” ou “ip objeto help” o comando imprimirá um ajuda rápida.

ip link
O objeto link serve para mostrar e manipular opções dos dispositivos de rede. Através dele é possível ativar ou desativar uma interface, mudar os seus endereços de “hardware”, opções de arp e multicast e até mesmo “renomear” uma interface. Veremos aqui algumas opções mais utilizadas:

Para mostrar os dispositivos de rede (ao contrário do ifconfig, o ip link pode mostrar dispositivos que estejam inativos também):

# ip link show
1: lo: mtu 16436 qdisc noqueue
link/loopback 00:00:00:00:00:00 brd 00:00:00:00:00:00
2: eth0: mtu 1500 qdisc pfifo_fast qlen 1000
link/ether 00:02:55:5d:07:c6 brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
3: eth1: mtu 1440 qdisc pfifo_fast qlen 1000
link/ether 11:22:33:44:55:66 brd ff:ff:ff:ff:ff:ff

Para ativar uma interface:

# ip link set eth0 up

Para mudar a mtu de um dispositivo:

# ip link set eth0 mtu 1480

ip addr
O objeto addr server para listar e manipular os endereços IPv4 / IPv6 das interfaces (virtuais ou não). Ao contrário do comando ifconfig, o comando ip addr é capaz de atribuir e mostrar mais de um endereço IPv4 para a mesma interface. Atenção, o comando ip addr mostra e espera como entrada endereços no formato addr/masklen. Exemplos:

Para mostrar os endereços das interfaces:

# ip addr show

1: lo: mtu 16436 qdisc noqueue

link/loopback 00:00:00:00:00:00 brd 00:00:00:00:00:00
inet 127.0.0.1/8 scope host lo

2: eth0: mtu 1500 qdisc pfifo_fast qlen 1000

link/ether 00:02:55:5d:07:c6 brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
inet 200.X.X.36/27 brd 200.238.128.63 scope global eth0

Para adicionar um endereço em uma interface:

# ip addr add 192.168.0.1/24 dev eth0

Para se remover a sintaxe é semenhante, mas usamos o del e não o add.

Para configurar um endereço ponto-a-ponto:

# ip addr add 192.168.0.2 peer 192.168.0.1

ip neigh
O objeto neigh é semelhante em funcionalidade ao comando arp, ou seja, serve para mostrar e manipular a tabela arp. Exemplos:

Para listar a tabela arp associada a uma determinada interface:

# ip neigh show dev eth0
200.X.X.41 dev eth0 lladdr 00:00:0c:95:0b:00 nud reachable
200.X.X.40 dev eth0 lladdr 00:60:08:a1:48:a6 nud reachable

Para inserir uma entrada na tabela arp:

# ip neigh add 10.0.0.1 lladdr 00:11:22:33:44:55 dev eth0

Para remover uma entrada basta trocar o “add” por “del”.

Para limpar toda a tabela arp associada a uma interface:

# ip neigh flush dev eth0

ip route
O objeto route é utilizado para mostrar e manipular as tabelas de rota do kernel. Ao contrário do comando route que só manipula a tabela de rotas principal, o ip route consegue manipular todas as tabelas de rotas (veremos em um outro capítulo mais detalhes sobre isso). Exemplos:

Para listar a tabela de rotas:

# ip route show
192.168.0.1 dev eth1 proto kernel scope link src 192.168.0.2
unreachable 10.20.20.0/24
blackhole 10.40.40.0/24
default via 200.X.X.41 dev eth0

Para mostrar uma rota para uma determinada rede ou host:

# ip route get 200.X.X.21
200.X.X.21 via 200.Z.Z.41 dev eth0 src 200.Z.Z.36
cache mtu 1500 advmss 1460

Para adicionar uma rota:

# ip route add 10.0.0.0/24 via 192.168.1.200

Para deletar rotas basta trocar o “add” por “del”.

Para acrescentar uma rota “blackhole” (os pacotes são silenciosamente descartados):

# ip route add blackhole 10.0.1.0/24

Para acrescentar uma rota “unreachable” (é gerado um ICMP host unreachable):

# ip route add unreachable 10.0.2.0/24

Automatizando a Configuração de Redes/Rotas

Até aqui mostramos como configurar interfaces, endereços e rotas manualmente. É claro que isso também pode ser feito automaticamente. Cada distribuição Linux coloca seus arquivos de configurações de rede em locais um pouco diferentes. A saber:

RedHat (e Mandrake)

* definação de interfaces /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-*
* hostname e rota padrão gateway definition /etc/sysconfig/network
* Rotas estáticas /etc/sysconfig/static-routes

Slackware

* Definição de interfaces e rotas /etc/rc.d/rc.inet1

Debian

* Definição de rotas e interfaces /etc/network/interfaces

Como nosso foco é a distribuição Debian, vamos dar uma rápida olhada no arquivo /etc/network/interfaces. Exemplo:

auto lo
iface lo inet loopback

auto eth0
iface eth0 inet static
address 200.X.X.36
netmask 255.255.255.224
network 200.X.X.32
broadcast 200.X.X.63
gateway 200.X.X.41

Além das opções mostradas, cada interace aceita ainda as opções pre-up, up, down, post-down que podem ser utilizadas para se executar comandos ou scripts, antes de subir a interface, depois de subir, antes de descer e após descer a interface. Assim, por exemplo, se quisermos adicionarmos uma rota ao subir um determinada interface, poderíamos usar a seguinte linha dentro das opções da interface:

iface eth0 inet static

up ip route add 10.0.0.0/24 via 200.X.X.Y

Fonte: RNP

-a
Este comando pede que ifconfig mostre informações sobre todas as interface presentes, mesmo que inativas.

-s
Mostra uma pequena lista de todas as interfaces ativas, com um sumário que mostra a entrada e saída de pacotes de dados em todas as interfaces

-v
A opção “verbose”, retorna informações extras, detalhadas, sobre cada interface e suas conexões ativas.

[nome da interface]
Ao adicionar o nome da  interface ao comando ifconfig, estamos dizendo ao comando que desejamos que o resultados de nossas ações seja aplicado somente interface indicada.

up
Utilizado após o nome da interface, o parâmetro up manda que uma placa de rede seja posta em funcionamento.

down
De efeito contrário ao parâmetro anterior, este comando é utilizado para desabilitar uma interface.

netmask [endereço]
Use a opção netmask para atribuir ou alterar a máscara de endereço da interface de rede (sim, nem todas as redes do mundo usam 255.255.255.0!). Esse parâmetro deve ser usado após a definição da interface: ifconfig eth0 netmask 255.255.255.0.
broadcast [addr]
A opção “broadcast” é acompanhada do endereço que se deseja atribuir ao broadcast: ifconfig eth0 broadcast 192.168.2.25

No lançamento do iPad 2, Steve Jobs, fundador e atual CEO da Apple, realmente surpreendeu a todos apresentando um tablet mais poderoso, sem mexer um centavo sequer no preço do produto. O iPad 2 foi lançado com muitas novidades, mas também com muitas funcionalidades inalteradas, e até algumas particularidades ausentes.

Novidades

Sabemos que muita coisa mudou, por isso vale conferir em detalhes todas as principais diferenças entre o iPad 2 e o iPad original.

Mais Fino e Leve

Sim! Para o tablet de maior sucesso no mercado, houve uma redução gritante de espessura e peso nesta segunda versão. O iPad 2 ficou 30 por cento mais fino que o iPad original, tendo agora apenas 0,34 polegadas de espessura. Isso significa que você terá um tablet em mãos com menos de 1 centímetro de espessura. (0,87 centímetros). Outro mudança muito bem vinda está no seu novo peso, agora com apenas 1,3 pounds. O novo iPad possui menos de 1 kg de peso (aproximadamente 590 gramas).

Processador Dual-Core

O iPad 2 vem embarcado com o mais novo processador dual-core da Apple, feito de última hora somente para embarcar na nova versão do tablet da Apple. Diferente do iPad original que vem embarcado com um processador A4 de um núcleo (A4/APL0398), o iPad 2 vem com o novíssimo A5 dual-core (A5/APL0498). Com isso, a Apple prometeu (e cumpriu) que a nova versão de seu tablet viria com pelo menos o dobro de performance de CPU, além de 9 vezes a performance gráfica.

E a concorrência que “corra atrás do prejuízo”. E o únicos que poderão se equiparar em poder de fogo de CPU serão os tablets Android embarcados com processadores também dual-core. Porém, eles ainda nem chegaram ao mercado, fazendo com que o tablet da Apple coma cada vez mais esse mercado.

iOS 4.3

Outra novidade para casar com o poderio do hardware do iPad 2 é a mais nova versão de seu sistema operacional, o iOS 4.3. Para começarmos, com essa nova versão de iOS, os usuários terão uma melhoria drástica em sua navegação, utilizando o Safari. Nós, aqui no Under-Linux, fizemos uma matéria detalhada sobre seu lançamento.

Outra novidade está na capacidade de uso de hotspot tethering com o iPad e o iPhone, mas para isso é preciso que o usuário adquira seus respectivos planos junto a suas operadoras, se assim quiser utilizar essas funcionalidades. Através de seu novo iPad 2, você poderá se conectar com seu iPhone via rede Wi-Fi, e utilizar a conexão 3G para acesso a Internet. E você ainda poderá compartilhar arquivos de mídia (áudio, vídeo e imagens) através do iTunes presente em seu PC ou Mac, através de dispositivos iOS.

CDMA

O iPad 2 vem com um módulo de dados para celular na parte traseira superior, permitindo que seus usuários possam se conectar a redes CDMA como a disponibilizada pela Verizon Wireless. Com isso, seu novo iPad terá mais uma forma de conexão como opção disponível.

Cameras e Face Time

Do iPad original para o iPad 2, o usuário saiu de nenhuma para duas cameras – uma frontal e uma traseira. A frontal servirá para o usuário efetuar chamadas de video com outros usuários através do FaceTime,e a traseira é uma camera de alta definição (HD), permitindo que você tanto fotografe como crie videos de sua escolha. Use seu iPad tanto para video-conferência via Wi-Fi, quanto para fotografias e filmagens.

Capa Protetora “Inteligente”

Esta é a novidade mais “inusitada”. Na apresentação do iPad 2 ocorrida no dia 2 de Março de 2011, Steve Jobs também apresentou uma capa especialmente desenhada para seu mais novo tablet. Este produto ultra-leve e está disponível em uma razoável variedade de cores, e se fixa a tela frontal do iPad 2 através de imãs auto-alinháveis. O mais interessante é a parte “inteligente” da capa de proteção que permite ao usuário dobrar e desdobrá-la, criando novas formas (úteis), como um suporte para leitura, apresentação de videos, ou mesmo como uma base para teclado. Val a pena ver o demo interativo na página oficial do produto.

Giroscópio de 3 Eixos

Além do já existente acelerômetro e compasso, o iPad 2 vem embarcado um poderoso giroscópio que funciona nos três eixos de rotação. Com ele, os futuros jogos para o produto nunca mais serão os mesmos. Claro que os desenvolvedores terão de corresponder as novas funcionalidades e criar suas obras-de-arte para o mercado de jogos para uso no iPad 2.

Agora também na Cor Branca

Pode parecer loucura, mas muitos acham que essa nova opção é um “extra” e tanto para o novo iPad. Se você já não aguentava mais ver os produtos da empresa da maça somente vindo em preto, agora poderá encomendar seu pequeno possante em puro branco. Mas não vale se decepcionar depois! Normalmente os produtos brancos são os primeiros a se apresentarem “encardidos” com pouco tempo de uso. Será que a Apple planejou alguma surpresa paa evitar o inevitável e manter seu iPad em puro branco para “sempre” (i. é: até o lançamento do iPad 3, onde você será obrigado a comprar a nova versão)?

Inalterado

E para quem pensa que só de novidades vem embarcado o novo tablet da Apple, se enganou. Algumas características e funcionalidades consideradas de peso, se mantiveram inalteradas. Vamos conferir?

O display

Sabemos que muitos mantinham essa fantasia, que o novo iPad teria uma tela com melhor resolução mantendo o mesmo tamanho. Muito antes de seu lançamento já se especulava qu o iPad 2 poderia vir embarcado com uma tela de alta resolução com a do iPhone 4, a Retina Display. Ledo engano! O iPad 2 continua com o mesmo tamanho de tela (9,7 polegadas diagonais) e a mesma resolução (1024×768 pixels). Isso significa os mesmos 132 pixels por polegada quadrada.

Mas isso não é motivo para tanto pessimismo. Não tem o ditado que diz: “em time que está ganhando não se mexe”? Pois bem, faça este seu caso. Até o momento nenhum tablet sequer chegou perto da primeira geração do iPad. Muitos tentaram e continuam tentando (de maneira errada) criar tablets “concorrentes” com tanta discrepância quando o assunto é tamanho e resolução de tela. E com isso vivem perdendo oportunidades de ouro no mercado de tablets.

Por que você acha que um tablet com menor área visível (e consequentemente, menor resolução) ganharia o mercado do iPad? No ponto de vista de muitos analistas, nenhuma tela de tablet deveria ser menor que a do iPad; muito menos sua resolução. Quem quer telas menores, que compre um smartphone. Mas não espere utilizar o mesmo como um tablet.

Outros se arriscam com telas em formatos mais “wide”, tentando convencer seu (possível) futuro cliente a comprar seu produto pois ele é “ótimo” para apresentação de filmes de “tela de cinema”. Para que raios alguém (em sã consciência) compraria um tablet para sub-utilizar o mesmo vendo apenas filmes? E a apresentação de conteúdo? Acha que a melhor é a wide? Mais um grande erro dos supostos “concorrentes”.

Bateria

Esta talvez seja o mais surpreendente dos recursos inalterados. O iPad 2 vem com a mesma bateria que seu antecessor, e com a mesma capacidade para as 10 horas seguidas de navegação Wi-Fi, apresentação de video, ou mesmo escutando música. E isso é incrível! Mesmo com todo o poder de fogo do novo processador dual-core A5, e da nova versão do iOS, o iPad possui a mesma bateria recarregável de 25 Wh (Watt-hora). Levando-se em conta que o voo atual mais demorado leva em torno de 10 horas, o iPad permite que um viajante (com muita insônia) consiga usar seu brinquedo durante todo o percurso sem precisar recarregar.

Wireless e Celular

Mesmo sabendo que o iPad 2 vem com novo suporte para rede CDMA, sua funcionalidade wireless e a mesma com o Wi-Fi 802.11abgn, Bluetooth 2.1 + EDR, além do multibanda UMTS/HSDP/HSUPA apenas para dados, e o GSM/EDGE. Mas com os atuais serviços de rede implementados no mundo pelas operadoras, não seria nenhuma vantagem lançar algo melhor ou inovador, já que o público dificilmente poderia utilizar, seja pela ausência do serviço, ou seu preço estratosférico.

Preço e Armazenamento

Essa por sinal é uma “funcionalidade” inalterada que todos adoraram: o preço do novo iPad não mudou nenhum centavo! Você terá o mesmo preço para o novo produto dentro das já conhecidas opções de armazenamento de 16GB, 32GB e 64GB. Se você tem o primeiro iPad de 64GB responda a minha pergunta: você realmente precisa de mais espaço de armazenamento?

O Que Faltou

Mas nem tudo são flores com o lançamento do iPad 2. Muitos esperavam ver o produto embarcado com uma série de funcionalidades consideradas “essenciais”, mas ficaram a ver navios. A primeira delas e a ausência do Adobe Flash nesta plataforma. Particularmente eu concordo com Steve Jobs e acho que o futuro deveria ser investido em HTML5 e correlatos, para jogar o Flash direto na lata do lixo. Mas esse produto da Adobe ainda possui uma interminável fila de seguidores. Claro que sua ausência não será desculpa para o iPad 2 perder mercado. Se assim fosse, tenho certeza que a empresa da maçã mudaria sua política quanto ao Flash num estalar de dedos.

O iPad 2 ainda não veio com conexões via USB. Transferência de informação por enquanto só wireless para esse dispositivo. Por que? Talvez a ausência de um conector USB esteja e muito ajudando a Apple não somente contra a pirataria, mas também com a utilização de seu produto “fora de suas especificações”.

Se ficasse absurdamente mais fácil transitar grandes quantidades de dados pelo iPad em modo físico, aposto que o tablet da Apple já estaria mais do que hackeado e sendo utilizado até mesmo pelos usuários comuns de várias maneiras: todas contra o modo-de-uso que a empresa deseja impor a seus clientes.

E para os que acham que os 64GB internos são insuficientes para seus sonhos de “dominação mundial”, terão de esperar a boa vontade de Jobs em implementar um slot para cartões microSD numa terceira ou quarta versão do iPad. Infelizmente, o iPad 2 ainda não permite esse tipo de “expansão”.

Links de Interesse:

- First Look at iPad 2

Fonte: Under LInux

O pessoal do grupo GNU Telephony anunciou um novo projeto chamado GNU Free Call. A proposta ambiciosa, mas não impossível, é fazer uma solução livre e gratuita similar ao Skype – nos dois sentidos de “free”: livre e grátis.

Um sistema baseado em protocolos abertos, aproveitando o GNU SIP Witch e várias técnicas P2P. O objetivo final seria ter aplicações multiplataforma que pudessem funcionar independente de um controle central, sem a necessidade de contas num serviço particular, como é o caso do Skype e de todas as soluções comerciais de VoIP.

Além da liberdade e gratuidade outro foco seria segurança, tendo um protocolo aberto e seguro, sem margens para back-doors nem interferências externas.

O projeto ainda está em estágio inicial, bastante teórico, sendo organizado basciamente por duas pessoas: Haakon Eriksen e David Sugar.

Além de desktops o GNU Free Call também tem como alvo o Android. Os aspectos técnicos iniciais estão listados no blog (em inglês). Não há nada pronto, utilizável por enquanto.

Se um dia o projeto der certo e crescer, será algo maravilhoso não só para a comunidade de software livre, mas para todos que gostariam de ver um “Skype” descentralizado e open source, sem abusos de uso nem códigos escondidos protegidos em caixas pretas.

Por Marcos Elias Picão em 14 de março de 2011 às 19h06