Arquivo de 22/03/2011

 

Gnome 3, feito de facilidade

Tivemos muitos lançamentos importantes na área de desktops no Linux esse ano. Logo no início do ano foram lançadas as novas versões do KDE e Xfce (4.6 e 4.8 respectivamente) que trouxeram o fim do HAL (o Gnome já era HAL-less a algum tempo). E depois de mais de 10 anos finalmente lançaram  a versão 1.0 do EFL (Enlightenment Foundation Libraries), o que deve acelerar o desenvolvimento do E17 (e quem sabe fazer um lançamento ainda esse ano).

Mas sem dúvida o lançamento mais importante desse ano será no dia 6 de Abril, quando a versão 3.0 do desktop mais usado no Linux finalmente sairá: Gnome. Como eu tinha uma máquina parada aqui rodando Arch Linux, resolvi migrar para o repositório de testes, ativar o repositório gnome-unstable e brincar um pouco com a versão beta do Gnome 3. O resultado você confere nesse post.

O desktop padrão do Gnome 3

É bom se acostumar com a tela acima, já que ela vai ser basicamente sua nova área de trabalho a partir de Abril se você não usar o Ubuntu (que vai migrar do Gnome para o Unity, outra interface que vai quebrar os paradigmas tradicionais) ou outro desktop como o KDE. Veja que não há um menu ou barra de tarefas como antigamente e o desktop é bem limpo: não é possível colocar ícones aí no meio ou adicionar widgets.

Área de Atividades, “Exposé” e Notificações

Essa imagem acima é da parte de “Atividades”, onde você vai poder iniciar novos programas (clicando num dos atalhos do lado esquerdo ou indo em “Applications”; o “Alt+F2″ ainda funciona, mas ele não auto-completa mais a não ser que você aperte a tecla “Tab”). Ela também exibe todas as janelas ativas de um jeito “Exposé-like“. Clicar em uma dessas janelas volta para a área de trabalho com a janela escolhida em primeiro plano, como o esperado.

Na parte inferior podemos ver a nova área de notificações e do lado inferior direito ficam os ícones dos aplicativos que antes ficavam ao lado do relógio. O novo sistema de notificação também é mais usado pelos aplicativos nativos: quando fui abrir um arquivo que ficou em segundo-plano, o Nautilus avisou pelo sistema de notificações que o arquivo foi aberto com sucesso.

Aplicativo em primeiro plano

Na janela dos aplicativos, chama a atenção a falta de um botão de minimizar/maximizar e o tamanho do único botão restante (fechar). O ato de minimizar se tornou inútil com a área de “Atividades”, enquanto o botão de maximizar virou uma ação: mover uma janela maximizada volta a mesma ao normal; mover uma janela normal para perto da barra superior a maximiza.

Menu de aplicativos

O menu de aplicativos se caracteriza com os ícones enormes (que ficam horríveis quando um programa não tem disponível os ícones em alta resolução) separados por categoria em uma lista flutuante. Isso junto com o grande botão “X” da barra de título dos aplicativos mostra a atenção que os desenvolvedores deram as telas sensíveis ao toque. Clicar em um aplicativo já aberto te levará a janela aberta anteriormente, e não abrirá uma nova instância do programa como estamos acostumados (para fazê-lo é necessário clicar com o botão direito do mouse e ir em “Nova janela”).

Áreas de trabalho virtuais

Na parte lateral direta do área de Atividades temos as Áreas de trabalho virtuais, obrigatórias em qualquer desktop Linux que se preze. No Gnome 3 o número de áreas virtuais disponíveis é ajustado automaticamente: se uma área tiver pelo menos uma janela dentro dela o Gnome automaticamente criará outra vazia. Não sei realmente se existe algum limite para criar áreas virtuais ou não, mas na imagem acima consegui criar 8, o que seria mais que suficiente mesmo para os usuários mais exigentes.

O Gnome 3.0 realmente é uma mudança completa da versão anterior e uma quebra dos paradigmas tradicionais de desktop (que são basicamente os mesmos desde o Apple Lisa). Ele também tem como foco simplificar o máximo o sistema (daí o lema “made of easy”, ou “feito de facilidade” numa tradução livre), mas isso tornou o desktop menos produtivo. Por exemplo, temos que fazer pelo menos dois cliques para abrir um novo programa, contra um de ambiente de desktop tradicional. Se formos contar aplicativos que não estejam nos atalhos, são dois cliques num ambiente com tradicional, contra 3~5 do Gnome Shell.

O time de desenvolvimento também tentou simplificar as configurações demais o que definitivamente vai irritar os usuários mais avançados. Não achei um jeito simples de trocar o tema do desktop ou o cursor do mouse. Se você é usuário de notebooks, saiba que não é possível mudar ação padrão de quando você fecha a tampa do seu note sem mexer nos arquivos do sistema: ele sempre irá suspender. Também não existe muitas possibilidades de personalização da interface, no máximo trocar o plano de fundo. Se você queria a barra principal embaixo ao invés de em cima, vai ficar chupando o dedo.

Fora isso, tive alguns problemas: por algum motivo os aplicativos não apareceram no “Applications->All” (por isso que eu tirei um screenshot de outra categoria) e uma vez tive um bug bem irritante: todas as fontes passaram a aparecer cortadas. Isso aconteceu quando ainda estava usando o Wicd no lugar do NetworkManager, mas depois que voltei ao NetworkManager aparentemente o problema passou. Mas claro, isso é esperado de uma versão beta.

Apesar dos problemas acima, ainda assim achei a experiência de uso do Gnome 3 agradável. A cobaia é uma máquina antiga (HP Pavillion ze2430br, com um upgrade para 1,2GB de RAM) e mesmo assim não senti lentidão. A GPU é lenta (mal rodo Armagetron Advance nela) mas mesmo assim os efeitos do desktop sempre foram fluidos, diferente do que acontece com o Compiz nesse mesmo notebook. E definitivamente é um desktop diferente e divertido de usar. Não usaria como desktop no meu PC principal, mas com certeza instalarei ele numa máquina secundária.

Para encerrar, gostaria de falar que minha análise foi limitada. Aparentemente o repositório gnome-unstable do Arch ainda não inclui todos os aplicativos do Gnome 3 e eu mesmo só instalei o sistema básico. Faltou uma análise melhor do ecossistema de aplicativos, mas o foco aqui foi mesmo para a maior novidade do Gnome 3: o Gnome Shell.

Fonte: Tecnologia e Etc

Ps.: O Tecnologia e Etc, divulga todos os textos sobre a licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil License.

O caminho que o Firefox 4 tem seguido tem sido um pouco tortuoso. Foram muitas as versões de teste que foram disponibilizadas à comunidade e isso tem deixado os seus potenciais utilizadores nervosos. Mas a espera terminou e, mais uma vez, antes do tempo previsto.

A data anunciada pela Mozilla para a disponibilização da versão final era o dia de amanhã, 22 de Março, mas desde o fim de semana que se encontram disponíveis para download no seu FTP as versões para os mais variados sistemas operativos.


Esta nova versão traz é o colmatar de muitos meses de desenvolvimento, onde foram lentamente adicionadas as funcionalidades que vão agora encontrar. Existem algumas novidades a nível da interface, o que já vinha sendo disponibilizadas nas versões anteriores e, principalmente, foi focado um ponto muito importante e que é reconhecido ao Firefox, a estabilidade. A separação dos processos dentro do próprio browser permite que em caso de problemas num separador, este seja removido, sem afectar o desempenho global do browser.

Esta versão trouxe de volta o suporte para a maioria dos add-ons desenvolvidos para este browser. As versões beta tinham esta funcionalidade desabilitada por questões de segurança e de desenvolvimento das diferentes versões.

Na mesma linha do que os restantes browsers apresentam, também a Mozilla investiu na utilização da aceleração por hardware para que o seu browser tenha um comportamento mais rico e faça uso pleno do hardware onde corre os conteúdos que a Internet lhe oferece. Aplicações web, jogos e conteúdos multimédia passam agora a ser apresentados com maior fluidez.

Apesar de estar já disponível nos servidores de FTP da Mozilla, esta versão apenas deverá ver a luz do dia de forma oficial amanhã. Depois disso serão os vossos próprios browser a alertar para a necessidade de actualização.

Se não pretenderem esperar pela Mozilla e querem ter já a versão final de um dos browsers mais aguardados dos últimos tempos, só têm de descarregar a versão que se adapta a vós e começarem a usa-la.

Depois desta cruzada terminada, é hora da Mozilla começar então a desenvolver as novas versões. Lembramos que é suposto chegarmos ao final do ano de 2011 com a versão 7 na rua. Mas para isso vão ter de aplicar muitos esforços e fazer ciclos de desenvolvimento mais curtos e objectivos. Já vos apresentámos essas novidades, mas podem sempre volta a relembrá-las neste artigo.

Licença: MPL, Tri-licença MPL/GPL/LGPL
Sistemas Operativos: Windows/Mac/Linux
Download [win]: Firefox 4.0 Final pt-ptpt-breng-us [12.0MB]
Download [mac]: Firefox 4.0 Final   pt-ptpt-breng-us [27.0MB]
Download [linux]: Firefox 4.0 Final pt-ptpt-breng-us [13MB]
Homepage: Firefox

Fonte: PPlware

Aqui está uma dica para quem precisa passar o apt no proxy. Até o Lenny era configurado conforme esse link:

Agora no Debian Squeeze é mais simples.

Para proxy autenticado

Com seu editor de texto preferido entre em:

# nano /etc/profile

Após a última linha, ou seja, no final do arquivo, adicione as linhas abaixo:

http_proxy=”http://user:senha@ip_do_proxy:porta”
ftp_proxy=”ftp://user:senha@ip_do_proxy:porta”
export http_proxy ftp_proxy

Salve e teste:

# aptitude update

Caso seu proxy não seja autenticado

Com seu editor de texto preferido entre em:

# nano /etc/profile

Após a última linha ou seja no final do arquivo adicione as linhas abaixo:

http_proxy=”http://ip_do_proxy:porta”
ftp_proxy=”ftp://ip_do_proxy:porta”
export http_proxy ftp_proxy

Salve e teste:

# aptitude update

Publicado por Luis Alberto Lemes Vitorio

Houve momentos que tentei abrir um terminal a partir de outro e acabei somente com dois terminais abertos, mas com um deles ocupado pois um dependia do outro.

Uma maneira simples de resolve este problema é incluir o & (E comercial) ao final do comando ou utilizar “nohup programa_desejado &”.

1ª opção: Quando se utiliza somente comando&, o comando em questão ainda está dependendo do terminal, o que pode causar algum problema caso o mesmo seja fechado, mas para uso rápido eu utilizo este mesmo. Sintaxe:

$ comando&
ou
$ comando &

Exemplo:

$ xterm&
ou
$ xterm &

2ª opção: Quando se utiliza somente nohup comando&, o comando em questão não estará dependendo do terminal que abriu o mesmo. Sintaxe:

$ nohup comando&

Exemplo:

$ nohup xterm&
ou
$ nohup xterm &

Publicado por Robson Fernando Gomes