Arquivo de 17/05/2011

No sistema Linux existe o grande dilema no uso de diversos comandos para solucionar determinado problema! E isso normalmente afasta um usuário não-técnico do uso diário do sistema! Contudo, para esses casos, o uso da interface gráfica é recomendada. Mas se você quer agilizar alguma tarefa no Linux, naturalmente irá perceber que pela linha de comando é mais rápido e eficaz. Portanto, mesmo que você seja iniciante ou usuário não-técnico, deve ler esse artigo, pois algum dia esses comandos serão úteis!

Primeiramente se você tem dificuldade para usar a linha de comando leia esse artigo e veja que não será tão díficil se você usar o CLI Companion!

1 – Listando todos os Processos

Saber o que está sendo executado na máquina é essencial para entender seu funcionamento. Então o comando ps lista todos os processos em execução:

ps aux

O parâmetro aux faz com que o comando ps mostre todos os processos do sistema. Alguns campos são mostrados. Os principias são:

USER Usuário que iniciou o processo (dono).
PID Número único do processo.
%CPU Utilização da CPU em porcentagem.
START A hora em que o processo foi iniciado. Caso a hora seja do dia anterior, é representado pelo dia e mês.
COMMAND O comando executado e todos seus argumentos. Caso o tamanho do comando seja maior do que a linha do terminal, ele ignora o resto (não passa para a próxima linha). Para mostrar todo o argumento, utilize o parâmetro w para ajustar o comprimento.

Fonte: http://www.devin.com.br/processos/

2 – Terminando um Processo

Existe dois comandos que podem ser executados:

kill [PID]
killall [nome do processo]

Para o comando kill, precisamos primeiro identificar o seu número PID, para depois mandar o sinal (Lembrando que o comando ps leh informa qual o PID do processo)

Com o comando killall, não é preciso saber o PID, apenas o nome do processo em questão.

Fonte: http://www.devin.com.br/processos/

3 – Veja o que está acontecendo em seu sistema

O comando a ser dado é o:

tail -f /var/log/syslog

Esse comando exibe, em tempo real, o que está acontencendo no seu sistema Linux! Os logs do sistema são centralizados nesse arquivo (syslog)!

Sua listagem é feita através do comando tail, responsável por exibir apenas as últimas linhas de um arquivo texto.

4 – Quanto de memória seu sistema está utilizando?

O comando free veio pra ajudar quem está querendo saber a utilização de memória (RAM + SWAP) do seu computador.

O comando é simples:

free -m -t

Onde o -m mostra quantidade de memória em MB e o -t faz um cálculo de RAM + SWAP

5 – E sua rede, como está?

O IPTraf é um programa que fornece uma interface gráfica para analisar o que está acontecendo em sua rede. É de fácil instalação e configuração:

Para instalar-lo execute o comando:

sudo apt-get install iptraf

Depois de instalado, execute-o dessa maneira:

sudo iptraf

Para maiores informações vá ao Site Oficial.

6 – Listando todos os arquivos de um diretório

O comando ls lista todos os arquivos de uma pasta, contudo podemos incrementá-lo mais! O comando abaixo, além de listar todos os arquivos de uma pasta, exibe o dono do arquivo, suas permissões de acesso e todos os arquivos ocultos presentes na pasta!

ls -la

Se acostume a usá-lo e verá o quanto é útil!

7 – Não tem permissão de acesso? Mude-a agora mesmo!

Como visto em nossa 6º aula – O que você precisa saber para se dar bem no universo Linux as permissões de arquivos determinam quem pode acessar determinado contéudo! Portanto se você não for o dono do arquivo/pasta e não for usuário root, infelizmente não poderá usar esse comando!

Mas caso contrário, você deverá usar um comando chamado chmod ou chown. Ambos orginados da palavra inglesa ch – change (mudar)!

O comando chmod altera as permissões de Leitura, Escrita e Execução (RWX) de determinado arquivo/pasta. Já comando o chown altera o dono do arquivo!

Obs: Estes comandos requerem conhecimento, intermediário/avançado, prévio por parte do usuário Linux. Noções de permissões de arquivo são fundamentais! É por sua conta e risco!

8 – Faltou uma mídia de gravação como um CD ou DVD para queimar uma ISO? Simplesmente faça isso com apenas um comando

Sem precisar instalar nenhum programa o Linux permite que você, através do comando mount, queime uma imagem ISO facilmente pela linha de comando!

O seguinte comando deve ser executado:

sudo mount -o loop /pasta_arquivo_ISO/imagem.iso /media/cdrom0

Pronto!! Abra a opção de CD/DVD normalmente, pois sua imagem já está pronta para uso!

9 – Está procurando algum arquivo/pasta?

O comando find é muito útil na busca e procura de arquivos na árvore de diretórios do sistema, está presente por padrão no sistema Linux.

Muito versátil nos critérios de pesquisa, por usuário, arquivo, data, permissões e muito mais.

Extremamente poderoso, permite combinar resultados do find com expressões regulares, permite que o usuário especifique uma ação como remover, copiar e etc..

Por isso, decide listar algumas pesquisas comuns que servirão para você encontrar seus arquivos:

I – Procura por parte do nome de arquivo

Por exemplo, procurar no diretório /home/user todos os arquivos que iniciam com arq:

find /home/user -name arq*

Caso queira procurar no HD inteiro (no HD a procura pode ser demorada) utilize apenas a / indicando a raíz.

II – Outra opção de pesquisa

O comando locate localiza arquivos mais rápido que o comando find, pois, o find varre todo o caminho indicado, já o locate consulta um banco de dados, para obter resultados mais precisos. Então basta atualizar o banco de dados antes da pesquisa usando o:

sudo updatedb

E posteriormente pesquisar seu arquivo através do comando locate:

locate meu_arquivo.txt

10 – Ficou em dúvida sobre a execução de determinado comando? Sem problemas acesse o manual de uso

Simplesmente fantástico! Além de você usar uma ferramenta gráfica para executar seus comandos, através da própria linha de comando você pode ter acesso ao manual de uso do comando em questão. Isto é, por exemplo quero saber quais outras opções de uso tenho para o comando ls; simplesmente execute o comando man:

man ls

E você terá acesso a todas as opções possíveis de uso desse comando. E por fim para sair do manual pressione a tecla q

Fonte: Linux Descomplicado

Como prometido, o “Perl porters” agora é uma versão estável da linguagem de programação Perl. A versão 5.14 reúne novos recursos foram coletados durante a sua fase de desenvolvimento, trabalho que está em andamento desde o lançamento do Perl 5.12 em abril de 2010. Há poucas grandes extensões, como as encontradas no Perl 5.10, bem diferente do Perl 5.14 que consiste em pequenas modificações para resolver problemas práticos, incorporação de melhorias para tornar o comportamento mais consistente, e escala com pequenas mudanças visando o que será implementado no Perl 6.

Melhorias em Perl 5.14 incluem suporte total a Unicode, melhor suporte a IPv6, configuração mais fácil ao cliente CPAN, flags para alternar expressões regulares entre ASCII e Unicode, uma sintaxe de declaração do novo pacote e otimizações para usar menos memória e CPU em relação aos lançamentos anteriores.

Saiba Mais

[1] LWN.Net : https://lwn.net/Articles/442938/

Fonte: Under Linux

O Ubuntu Studio é uma variante especial do Ubuntu focada em multimídia. Essa distro é ideal para quem quer lidar com áudio, vídeo e gráficos no Linux, vindo com um ambiente mais familiar e com ferramentas próprias para isso.

Assim como o Ubuntu, o ambiente desktop dele era o GNOME. Era. Agora o Ubuntu Studio está migrando para o XFCE. Os ambientes Unity e GNOME 3 não atendem aos objetivos dos produtores, já que mudam radicalmente a forma de usar o computador e a transição fica complicada, nem todo mundo gostou. O pessoal do Ubuntu Studio pretende continuar mais ou menos como antes, focando nas ferramentas que a distro inclui e não em novidades no ambiente gráfico padrão. A transição deverá ser suave, uma vez que o XFCE lembra bem o GNOME 2.x.

Como parte das personalizações eles pretendem usar o Avant Window Navigator (um dock) com o XFCE, trabalhando em novos pacotes e arte gráfica do sistema como um todo. A mudança será perceptível, é claro, mas o estilo continuará clássico, aquilo que os usuários do Ubuntu Studio poderiam esperar de uma nova versão.

A interface Unity virou padrão do Ubuntu, distro com grande influência que dita as regras para inúmeras outras derivadas. E quem não gostou da Unity? Sobraria o GNOME… Não. O GNOME 3 também mudou radicalmente. Na verdade há conceitos em comum entre ele e o Unity. Incluindo o abandono a PCs antigos. Tudo bem que pode ter uma interface 2D no Unity, mas a experiência de uso não será a mesma. Isso deixou muita gente perdida…

É complicado: KDE 4 não é tão leve e tem fama de bugado (embora isso tenha melhorado bastante). Unity e GNOME 3 estão fora da jogada para muitas distros que querem um ambiente mais “tradicional”. Usar o KDE 3.x (Trinity?) ou o GNOME 2.x não parece uma idéia bem vinda hoje em dia.

Eis que uma luz no fim do túnel aparece: XFCE. Ele é parecido com o GNOME 2.x, pelo menos é a imagem que vem à mente ao usar uma barra superior para menu do sistema e a inferior como barra de tarefas. Nele as aplicações GTK+ estão em casa, diferente do KDE. A seleção natural dá então vantagem ao XFCE como candidato a suprir essa demanda.

Muita gente que está do lado de fora imagina o XFCE como algo parado no tempo, um ambiente minimalista com visual de 1990. Não é bem por aí. Embora num ritmo mais lento, ele continua sendo desenvolvido e sempre recebe novos recursos. Ao mesmo tempo o longo período entre versões garante um ambiente teoricamente mais estável, que não fica testando novas coisas que podem sumir no release seguinte. Vale a pena ver as impressões do XFCE 4.8 e Xubuntu 11.04 no dia-a-dia, elas podem quebrar diversos preconceitos que muitos têm contra o XFCE por não conhecê-lo de perto.

Interface do Xubuntu 11.04

Agora com uma variante do Ubuntu a mais incluindo o ambiente, é de se imaginar que ele receba mais atenção. Ele é uma boa opção para quem quer algo próximo do GNOME 2.x, sem as “frescuras” do KDE, Unity e GNOME 3 (frescuras num modo de dizer, claro!). Existem outros ambientes leves ou “clássicos”, inúmeros deles, mas o XFCE é um dos mais completos entre os “alternativos”, uma vez que inclui um conjunto de programas próprios.

Fonte: Guia do Hardware

O Gstyle é um aplicativo de gestão de temas (wallpapers, ícones, gtk-themes) que além disso nos possibilita baixar uma vasta série de temas para nosso Desktop, abaixo seguem os passos para a adição desse repositório no Ubuntu e Debian.

Ubuntu:

$ sudo add-apt-repository ppa:s-lagui/ppa
$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install gstyle

Entrada para o sources.list do Debian Squeeze/Stable:

$ sudo nano /etc/apt/sources.list

### Gstyle GTK Themes.
### Chave GPG: sudo apt-key adv –recv-keys –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys C3BB95BB
deb http://ppa.launchpad.net/s-lagui/ppa/ubuntu lucid main

Entrada para o sources.list do Debian Wheezy/Testing ou SID/Unstable.

$ sudo nano /etc/apt/sources.list

### Gstyle GTK Themes.
### Chave GPG: sudo apt-key adv –recv-keys –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys C3BB95BB
deb http://ppa.launchpad.net/s-lagui/ppa/ubuntu maverick main

Após salvar o sources.list com o novo repositório bastará isso:

$ sudo apt-key adv –recv-keys –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys C3BB95BB
$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install gstyle

Linux: Gstyle, gerenciador de temas para Ubuntu, Debian e derivados.

Screenshot:

Publicado por Edinaldo P. Silva

Fonte: viva o linux