Arquivo de 27/05/2011

Unity2D a mostrar as várias aplicações das áreas de trabalho

Unity, Unity, Unity! Sim, são estes os temas que a maioria dos sites sobre o Ubuntu abordam atualmente. O problema deste tema é o facto de que não tem interesse para os utilizadores que não têm uma boa placa de vídeo. O Unity normal, que vem por padrão instalado no novo Ubuntu, é também chamado de Unity3D pois ele apenas funciona com uma placa de vídeo (ou seja com hardware que suporte processamento 3D).

Assim, de forma a abranger todos os utilizadores, mais concretamente os que não têm uma placa de vídeo para processar o Unity3D, foi desenvolvido um Unity denominada Unity2D. Basicamente este Unity, é bastante mais leve, funciona em quase todos os computadores e tem praticamente todas as funcionalidades do Unity3D.
Unity a mostrar a Pasta Pessoal

Tal como referido, por padrão, o novo Ubuntu 11.04 Natty Narhwal traz o Unity3D. No entanto, caso o Ubuntu detete que não existe placa de vídeo ou caso detete que não estão instalados os drivers corretos da placa de vídeo, ele automaticamente desliga o Unity (pois não ia funcionar) e torna como sistema padrão, o Ubuntu clássico.

Muitos internautas têm dito nos fóruns e sites do Ubuntu que o facto de o Ubuntu substituir o Unity 3D pelo visual clássico do Ubuntu, em vez de Unity2D, foi um erro que não deviam ter cometido. De certa forma, esses utilizadores têm razão, pois, afinal, o Unity2D tem uma estabilidade igual ao Unity3D e está disponível nos repositórios oficiais do Ubuntu.

Unity2D a mostrar as áreas de trabalho

Então este artigo vem de encontro a essa pequena falha dos programadores do Ubuntu e tenta colmatá-la. Através deste artigo, irá instalar o Unity2D que será mais uma escolha que poderá ter em termos de sistemas visuais a utilizar no seu Ubuntu.

Esta instalação do Unity2D não afeta rigorosamente nenhum dos sistemas visuais que já tem instalados, nomeadamente o Unity padrão (ou Unity3D) e o Ubuntu clássico. Quer isto dizer que você pode instalar sem receios, experimentar e caso não goste, simplesmente passe a usar um outro sistema ou até remove por completo o Unity2D.

Barras de scroll do novo Ubuntu

Antes de apresentar a instalação do Unity2D, segue-se uma pequena lista das vantagens do Unity2D:

  • Funciona sem placa de vídeo instalada;
  • Extremamente rápido. Este software torna o arranque do Ubuntu (após o login do Ubuntu) mais rápido em relação ao Unity padrão do Ubuntu (Unity3D);
  • Traz praticamente todas as funcionalidades do Unity3D, nomeadamente:
    • Auto-hide: funcionalidade que permite esconder-se automaticamente caso necessário, ou seja, quando uma janela está maximizada ou quando existe alguma janela muito perto do Unity;
    • Menus na barra superior: os menus que outrora estavam nas janelas agora estão na barra superior do Ubuntu (algo muito semelhante ao sistema MacOS);
    • Barras de scroll minimalistas (ver imagem acima): ao contrário do que é normal, nestes dois Unitys, as barras (também chamados de elevadores) para puxar as páginas de internet para baixo, por exemplo, são bastante finas e quando o utilizador aproxima o mouse a elas, aparece uma barra mais larga para ser fácil mover (fazer scroll);
    • Gestão de janelas: quando tiver mais que uma janela da mesma aplicação aberta, se clicar no ícone dela no Unity, são apresentadas as várias janelas;
    • Gestão das áreas de trabalho: o Unity2D tem também a funcionalidade que mostra as várias áreas de trabalho com as várias aplicações;
    • Quase todos os efeitos visuais que o Unity normal tem.

Todas estas funcionalidades podem ser vistas no vídeo seguinte criado para exactamente para as mostrar:

Instalação do Unity2D

Tal como referido acima, o Unity2D está disponível nos repositórios oficiais do Ubuntu, o que significa que a sua instalação é extremamente simples. Basicamente, para instalar o Unity, você apenas precisa de clicar no botão seguinte ou, então, escrever o seguinte no terminal:

sudo apt-get install unity-2d

A instalação requer que se faça apenas download de 12MB de pacotes.

Como ativar o Unity2D?

Depois do processo de instalação ter concluído, para ativar o Unity2D, apenas precisa de reiniciar a sua sessão. Isto acontece pois, quando se instala o Unity2D, ele define-se automaticamente como o sistema padrão a arrancar quando você fizer login no Ubuntu.

A terminar a sessão no Ubuntu Natty Narwhal

Assim, comece por clicar no botão de desligar, no canto superior direito, e escolha a opção “Sair da Sessão…”.

A fazer login no Ubuntu com o UNity2D

Quando estiver na zona de login, clique no seu utilizador e antes de digitar a sua senha, repare que no fundo do monitor aparece um menu a dizer “Unity2D”. Isto significa que o Ubuntu irá arrancar pelo Unity2D. Digite a sua senha e desfrute do Unity2D!

Como desligar o Unity2D?

Para voltar a utilizar um dos outros sistemas visuais, nomeadamente o Unity 3D ou até o Ubuntu clássico, o método é o mesmo, ou seja, comece por terminar a sessão:

A terminar a sessão no Ubuntu Natty Narwhal

Depois, clique no seu utilizador e, no menu em baixo onde diz “Unity2D”, clique nele e escolha uma das opções conforme qual o sistema quer usar:

  • Ubuntu: Nesta opção utiliza o Unity3D como sistema visual;
  • Ubuntu clássico: Nesta opção utiliza o sistema visual antigo do Ubuntu, ou seja, o Gnome normal;
  • Unity2D: tal como referido acima, nesta opção o sistema visual é o Unity2D

A escolher um dos gestores de janelas do Ubuntu

Unity2D no Ubuntu 10.10 Maverick Meerkat

Ainda utiliza o Ubuntu 10.10 Maverick Meerkat? Não problema, também existe a possibilidade de poder instalar o Unity2D no seu Ubuntu! A diferença é que precisa de adicionar um repositório com esse único propósito. De resto, todo o procedimento é igual.

Assim, comece por abrir o terminal e escrever o comando seguinte que irá adicionar o repositório do Unity2D para o Ubuntu 10.10 Maverick Meerkat:

sudo add-apt-repository ppa:adiroiban/unity-2d-maverick && sudo apt-get update

Depois do processo ter concluído, já pode instalar o Unity2D clicando no botão seguinte ou escrevendo o seguinte no terminal:

sudo apt-get install unity-2d

Fonte: Ubunted.info

Dica simples: seus arquivos podem ser baixados através da linha de comando! Sem dificuldade nenhuma seu arquivo será salvo em seu computador! Depois dizem que usar a linha de comando é difícil ;-)

Ambiente de Teste
1 – Ubuntu 10.04 foi usado nessa dica

Existe um software, denominado Plowshare. Com ele você pode baixar qualquer arquivo de grandes serviços conhecidos de download/upload (como MegaUpload e RapidShare).

Com o Plowshare, você pode baixar os arquivos desses sites sem precisar de nenhum recurso a mais. Você vai precisar apenas de um único comando no terminal.

Para a versão do ubuntu recomendo que baixe o pacote .deb através desse link!

Depois de baixado instale-o facilmente clicando duas vezes sobre o pacote:

Uma vez instalado, para baixar um arquivo basta digitar o comando:

plowdown LINK_ARQUIVO

O arquivo será salvo onde você digito o comando!
Outras versões do Ubuntu

Você deve instalar alguns pacotes extras para seu funcionamento:

~$ sudo apt-get install curl recode imagemagick tesseract-ocr-eng xulrunner-2.0-mozjs aview

Artigo originalmente publicado por Ricardo Ferreira Costa do Blog

O Nmap(“Network Mapper”) é um ferramenta de segurança usada para detectar computadores e serviços numa rede, criando um “mapa” dessa mesma rede. Mas mais concretamente o que é o Nmap? Simples, vejam de forma detalhada esta fantástica ferramenta.

nmap_00

O Nmap utiliza inúmeras técnicas de detecção. Para cada umas das técnicas de detecção, gera uma assinatura e uma expressão da reacção do sistema alvo à técnica de detecção usada. Como são utilizadas várias técnicas, são geradas várias assinaturas. A lista de assinaturas resultante é então comparada com a lista oficial de assinaturas do Nmap, sendo assim possível efectuar de uma forma correcta e eficaz a detecção.

Contudo, caso o Nmap não consiga identificar o conjunto de assinaturas recolhidas do sistema alvo, apresenta o resultado ao utilizador. Este poderá adicionar à lista de assinaturas do programa e identificar a que sistema pertence aquelas assinaturas, enriquecendo a ferramenta.

Ficam aqui algumas das funcionalidades mais importantes do Nmap:

  • Identificação dos computadores de uma rede, por exemplo, a lista dos computadores que respondem a pings, ou que tenham um determinado porto aberto;
  • Detecção de portos abertos em um ou mais computadores de destino;
  • Identificação dos serviços de rede em computadores remotos para determinar o nome da aplicação e o número da versão que estão a executar num computador de destino;
  • Detecção do sistema operativo e algumas características de hardware de dispositivos de rede.

Depois de instalar o Nmap no computador, um utilizador tem duas formas de utilizar a ferramenta: linha de comandos ou graficamente. As figuras 1 e 2 ilustram respectivamente, a versão linha de comandos e a versão gráfica do Nmap.

Nota: As imagens apresentadas têm a identidade das máquinas alvo distorcida.

Figura 1 – Versão linha de comandos do Nmap.

Figura 2 – Versão gráfica do Nmap(Zenmap).

A versão gráfica do Nmap (Zenmap) permite que os utilizadores tenham todas as funcionalidades da versão linha de comandos. O Zenmap permite que os utilizadores possam escrever os comandos utilizados na versão de linha de comandos.

Outra funcionalidade muito interessante é a criação da topologia da uma rede. Isto permite ao utilizador ter uma visão geral de todos os componentes de uma rede e ligações que existem entre os vários componentes.

Existem duas funcionalidades muito conhecidas no Nmap: a detecção dos serviços (versões) e a detecção do sistema operativo de uma máquina. A figura 3 mostra uma máquina que está a executar um servidor http no porto 80. Como é possível verificar, o servidor web que está a executar é Apache (versão 2.2.3).

Figura 3 – A identificação dos serviços e versões que estão a executar numa máquina.

A figura 4 mostra qual o sistema operativo que está a executar na máquina alvo. Como o Nmap não conseguiu ter a certeza do sistema operativo, a ferramenta mostra uma lista de possíveis sistemas operativos pela ordem de certeza. Neste caso, a primeira hipótese do Nmap está correcta, isto porque, eu faço administração desta máquina.

Figura 4 – O Nmap identifica qual o sistema operativo a executar numa máquina.

O uso típico do Nmap:

Auditoria da segurança de um computador, identificando as ligações de rede que podem ser feitas ao computador;

  • Identificação das portas abertos num computador remoto, em preparação para a auditoria;
  • Rede de inventário, o mapeamento de rede, manutenção e gestão de activos;
  • Auditoria da segurança de uma rede, identificando novos servidores.

nmap_01

Contudo, esta ferramenta poderá ser utilizada um utilizador malicioso (por ex.: hacker) para poder atacar um computador. Depois de obter algumas informações usando o Nmap, um hacker poderá saber quais as aplicações que terá que atacar para poder entrar no computador.

Existem várias formas de iludir o Nmap, a mais simples é modificar a forma como os sistemas reagem aos estímulos do Nmap. Por exemplo, modificar o valor do campo do TTL(Time To Live) dos pacotes IP. Mas para iludir o Nmap será necessário efectuar mudanças muito significativas nos sistemas.

Actualmente, o Nmap encontra-se na versão 5.50. As novidades podem ser consultadas aqui.

Artigos relacionados

Licença: Open Source
Sistemas Operativos: Windows /Linux
Download: [Win] Nmap 5.5.0 [18,98MB]
Download: [MacOS] Nmap 5.5.0 [26,88MB]
Download: [Linux] Escolha a sua distribuição
Homepage: Nmap

Fonte: pplware

A versão 11 do Linux Mint, uma das mais populares distribuições Linux, foi liberada nesta quinta-feira. Também conhecido como “Katya”, ele tem bases no Ubuntu 11.04 e inclui o kernel 2.6.38 do Linux – Linux 2.6.39 foi lançado há uma semana. Mas ao contrário do Ubuntu “Natty Narwhal” que traz o GNOME 3.0, Clement Lefebvre, o desenvolvedor do Mint, disse que a distribuição traz o mesmo ambiente sendo que na versão 2.32. Ele atribui isso devido a estabilidade dos recursos incorporados no ambiente desktop, compatibilidade total com o GTK (maioria das aplicações, incluindo as próprias ferramentas desenvolvidas) e os temas atuais.

As demais alterações incluem um gerenciador de atualização mais rápido com melhorias de interface de usuário, atualizações para a ferramenta de configurações de desktop, e um sistema de gerenciamento de software “muito mais polido”.

Os detalhes sobre o release podem ser vistos em uma postagem disponível no blog da distribuição, além das notas oficiais de lançamento. Linux Mint pretende ser amigável e oferecer serviços de alta qualidade, proporcionando ao usuário maior experiência out-of-the-box, incluindo suporte para reprodução de DVD, Java, plug-ins e variados codecs de mídia.

Saiba Mais:

[1] Linux Mint Blog: http://blog.linuxmint.com/?p=1760
[2] Release Notes: http://www.linuxmint.com/rel_katya.php

Fonte: Under Linux