Arquivo de 28/07/2011

A Conferência Hackers to Hackers (H2HC), que será realizada em São Paulo entre os dias 29 e 30 de outubro de 2011, já iniciou a sua chamada para trabalhos. Esta oitava edição do evento contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais. O idioma das apresentações será em Português ou Inglês, com tradução simultânea para cada um.

Lembrando que o comitê do H2HC dará preferência para apresentações com demonstrações práticas. A organização tenta oferecer todos os equipamentos necessários para realizar a apresentação, caso o autor ou palestrante não tenha essa condição. Sem limitações, estão incluídos os seguintes e importantes tópicos:

Testes de Penetração, Seguranças em Aplicações Web, Técnicas de Desenvolvimento de Exploits, Engenharia Reversa, Fuzzing e Testes de Segurança de Aplicações, Rootkits, Criptografia, Análises de worms, vírus, trojans, malware e afins, Segurança em Telecomunicações e Phone Phreaking, entre outros pontos importantes ligados à área da segurança da informação.

Para os que tiverem interesse em enviar propostas de trabalho, o prazo vai até o dia 25 de setembro. Informações adicionais podem ser encontradas na página do H2HC.

Saiba Mais:

[1] H2HC http://www.h2hc.com.br/

Fonte: Under LInux

Apresentação:

Apresento a vocês um tutorial de como configurar uma vpn roteada. Não tende a ser uma documentação extensa e abrangente sobre o assunto, mas espero que ajude alguém que procura esta solução. Não abordarei detalhes de como configurar as interfaces de rede e a configuração do firewall é apenas uma sugestão básica. Utilizei o servidor OpenVPN em Debian e Ubuntu, mas se adaptado servirá para qualquer distribuição LINUX.

Passo 1 – Instalação por pacote pré-compilado (APT).

Após instalado o sistema operacional no servidor, prossiga instalando o pacote openvpn através do apt-get. Não abordarei aqui a instalação por código fonte já que os pacotes oficiais me atenderam a contento. A instalação por código fonte poderá ser feita seguindo a documentação oficial conforme sua necessidade.

1 # apt-get install openvpn

Passo 2 – Criando as chaves

Localize (no exemplo abaixo, foi encontrado em /usr/share/doc/openvpn/examples/easy-rsa ) e copie os scripts (versão 2) easy-rsa para o diretório /etc/openvpn/easy-rsa:

# find / -iname easy-rsa
/usr/share/doc/openvpn/examples/easy-rsa
# mkdir /etc/openvpn/easy-rsa
# cp -rv /usr/share/doc/openvpn/examples/easy-rsa/2.0/*.* /etc/openvpn/easy-rsa/

No final do arquivo “vars” , você encontra um conjunto de parâmetros usados para gerar as chaves (país, estado, cidade, empresa, etc.), que devem ser editados:

1 # vi /etc/openvpn/easy-rsa/vars

Exemplo:
export KEY_EMAIL=” geowany@hostqueeuquiser.com

Em seguida, usar o comando “source” para carregar as variáveis do arquivo “vars”:

1 # cd /etc/openvpn/easy-rsa/
2 # source vars

E logo após, limpar vestígios de configurações antigas (caso tenham existido):

1 # ./clean-all

Gerar o certificado raiz:

1 # ./build-ca

Gerar os parâmetros Diffie Hellman para reforçar segurança durante trocas de chaves entre servidor e clientes:

1 # ./build-dh

Criar chave estática:

1 # openvpn --genkey --secret static.key

Criar a chave do servidor (pode ser o nome que você quiser ao invés de “servidor”):

1 # ./build-key-server servidor

Criar a chave dos clientes (pode ser o nome que você quiser ao invés de cliente1, cliente2):

1 # ./build-key cliente-01
2 # ./build-key cliente-02

Remover as requisições para a assinatura das chaves, esses arquivos são desnecessários após a criação das chaves:

1 # rm *.csr

Para “bloquear” um cliente, impedindo que ele se conecte na vpn use:

1 # ./revoke-full

Passo 3 – Configurando o servidor

Crie o arquivo /etc/openvpn/servidor.conf (no caso, o sugerido é servidor), e adicione o conteúdo conforme indicado abaixo:

01 proto udp
02 port 10000
03 dev tun
04 server 192.168.2.0 255.255.255.0
05 push "route 192.168.1.0 255.255.255.0"
06 client-to-client
07 comp-lzo
08 keepalive 10 120
09 persist-key
10 persist-tun
11 float
12 ifconfig-pool-persist /etc/openvpn/ipp.list
13 max-clients 20
14 tls-server
15 mode server
16 dh keys/dh1024.pem
17 ca keys/ca.crt
18 cert keys/servidor.crt
19 key keys/servidor.key
20 tls-auth keys/static.key
21 status /var/log/openvpn-status.log
22 verb 6
23 log /var/log/openvpn.log
24 log-append /var/log/openvpn.log

Depois copie os arquivos dh1024.pem, ca.crt, servidor.crt e servidor.key gerados de /etc/openvpn/easy-rsa/keys para /etc/openvpn/keys, além do arquivo static.key.

Passo 4 – Exemplo de configuração do firewall
Segue abaixo o script de firewall utilizado:

01 #!/bin/bash
02 #Interface de rede interna
03 I_LOCAL="eth1"
04 #Rede Local
05 NET_LOCAL="192.168.1.0/24"
06 #Interface de rede externa
07 I_DEFAULT="eth0"
08 #Rede VPN
09 NET_VPN="192.168.2.0/24"
10 start(){
11 echo "Starting firewall..."
12 echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
13 # política padrão
14 iptables -P INPUT DROP
15 iptables -P OUTPUT ACCEPT
16 iptables -P FORWARD ACCEPT
17
18 # libera conexão ssh (alterado para 20001)
19 iptables -A INPUT -p tcp --dport 20001  -j ACCEPT
20 # libera conexão vpn
21 iptables -A INPUT -p udp --dport 10000  -j ACCEPT
22 # libera a entrada de conexões da rede local
23 iptables -A INPUT -i $I_LOCAL -s $NET_LOCAL -j ACCEPT
24 # liberando acesso a interface lo
25 iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT
26 # roteando pacotes da rede vpn para a rede local
27 iptables -t nat -s $NET_VPN -A POSTROUTING -o $I_LOCAL -j MASQUERADE
28 echo "Firewall started!"
29 }
30 stop(){
31 echo "Stopping firewall..."
32 iptables -F
33 iptables -t nat -F
34 iptables -t mangle -F
35 echo "Firewall stoped!"
36 }
37 case "$1" in
38 "start") start ;;
39 "stop") stop ;;
40 "restart") stop ; start ;;
41 *) echo "Parameters: [ start | stop | restart ]"
42 esac

Passo 5 – Configurando o cliente (Windows e Linux)

No Windows:
Instale o OpenVPN GUI disponível no site http://www.openvpn.se, e depois crie o arquivo “C:\Arquivos de programas\OpenVPN\config\.ovpn” com as seguintes configurações:

01 remote
02 proto udp
03 port 10000
04 client
05 pull
06 dev tun
07 comp-lzo
08 keepalive 10 120
09 persist-key
10 persist-tun
11 float
12 tls-client
13 dh keys/dh1024.pem
14 ca keys/ca.crt
15 cert keys/.crt
16 key keys/.key
17 tls-auth keys/static.key

Logo após, dentro do diretório config, crie um diretório chamado keys. Dentro deste diretório, copie os arquivos correspondentes: dh1024.pem, ca.crt, .crt, .key e static.key.

Feito isso, configure o serviço OpenVPN para automático.

Problema no Windows Vista/Seven
Se você tiver recebendo um erro referente as rotas nos logs, faça o seguinte:
Adicione essas 2 linhas no seu arquivo .ovpn
route-method exe
route-delay 2

NO LINUX:
Seguir o mesmo exemplo da configuração para Windows, a diferença que a extensão do arquivo deve mudar de *.ovpn para *.conf e colocada no diretório /etc/openvpn/, além das chaves que devem ser colocadas em /etc/openvpn/keys (ou o diretório de sua escolha).

Espero que este artigo seja útil e recomendo a leitura da documentação oficial para maior entendimento sobre as opções.

Fonte: Software Livre AC

ara quem necessita de uma calculadora para obter faixas de rede com suas respectivas máscaras de sub-rede, quantidade de redes em variados prefixos como hexadecimal, decimal apresento o GIP

gip

Instalação:

muito simples, abra um terminal de texto e digite:

1 $ sudo apt-get update && sudo apt-get install gip

Fica a dica pessoal até a próxima!

Fonte: Software Livre AC

Já publiquei aqui no blog alguns programas que lidam nativamente com CAD (Computer Aided Design) no universo Linux. São o caso do QCAD e LibrCAD (este é um fork do QCAD). É bem verdade que são aplicativos limitados, principalmente no que diz respeito ao formato de arquivo para trabalho. Esses aplicativos lidam apenas com a extensão DXF. Falei também sobre o BricsCAD, porém ele é proprietário e como quase todo software que possui um dono, possui um preço. A versão é trial por 30 dias e a opção mais barata de compra é em torno dos US$ 700,00.

Pois bem, já a algum tempo foi disponibilizada uma versão do DraftSight para Linux e desde então venho utilizando-o no meu Ubuntu sem problema algum, mesmo sendo uma versão beta. Sem exagero posso afirmar que o programa é o CAD perfeito para Linux. A grande vantagem do programa em relação aos mencionados acima é que ele lê e escreve no formato DWG. Vale ressaltar que, por enquanto, está disponível para as arquiteturas 32 bits.

Sem muita delonga, vamos ao que interessa.

Para fazer o download, clique no link: http://www.3ds.com/products/draftsight/download-draftsight/

Escolha o empacotamento, DEB para Ubuntu, Mint ou Debian e RPM para Fedora, OpenSuse ou Mandriva/Mageia.

Ao concluir o download, vá ao diretório onde o arquivo foi baixado e dê permissão para que o arquivo possa ser executado como um programa.

Para isso, clique com o botão direito do mouse sobre o arquivo e vá até Propriedades.

Na aba Permissões, marque a caixa de seleção Permitir execução do arquivo como um programa. Clique em Fechar.

Dê um duplo clique no “agora” executável do programa ou clique com o botão direito do mouse e dirija-se a Abrir com Central de Programas do Ubuntu.

Chegando lá, basta clicar em Instalar e digitar a senha de administrador do sistema e aguardar a instalação acabar. Caso você possua uma outra instalação (exceto Wine) esta nova versão substituirá automaticamente a anterior.

Ao terminar a instalação, o aplicativo deve estar inserido em Outros no menu Aplicativos.

No primeiro carregamento do programa, será requerido que você insira seu email para ativação do software. Não se preocupe pois isto é para efeitos de cadastro, somente.

Clique em Ativate. Caso contrário, o programa não deverá iniciar.

Em seguida será apresentada uma janela de agradecimento. Clique em OK.

Imediatamente surgirá a seguinte tela.

Por fim o programa lhe é apresentado totalmente em português e com os menus, ícones e funcionalidades bem familiares.

Então, é isso aí pessoal. Baixem, instalem e experimentem o programa.

Espero que você tenha a sensação de que agora é possível trabalhar com seus dados DWG e DXF sem recorrer a “gambiarras”.

Até a próxima.

Fonte: Geoparalinux