Arquivo de 11/10/2011

Revista Espírito Livre - Ed. #030 - Setembro 2011

Revista Espírito Livre – Ed. #030 – Setembro 2011

Revista Espírito Livre - Ed. n #030 - Setembro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #030 - Setembro 2011

Certificação na área de TI é um tema que divide opiniões. Muitos pensam que sem ela, o profissional não é especialista em algo que ele diz ser. Outros pensam que sem ela, o indivíduo nem profissional é. Existem ainda aqueles que pensam exatamente o oposto: que a certificação é algo que agrega valor ao profissional, e não o transforma em um. Neste cenário, a certificação acrescentaria ao profissional, conhecimento que ele, de alguma forma, já tem. Seria um item agregador, certificador, e não criador de conhecimento. Seja como for, a certificação é, e até onde consigo enxergar, será, motivo de divisão de opiniões, por se tratar de algo que é mantido, pelo menos em tese, pelo mercado, por empresas e/ou instituições. Isto faz com que muitos simplesmente torçam o nariz quando tem que pensar em buscar um documento que ateste a sua competência em algo. Muitos preferem o campo acadêmico, buscando o bacharelado, especializações, mestrado e doutorado. Entendo que cada uma das duas opções, a certificação ou uma especialização/MBA, são uma escolha do usuário, e também do mercado. Vai depender basicamente do que o indivídio deseja alcançar.

Para ilustrar este cenário de certificações, conversamos com diversos entendidos no assunto. William Telles é um grande colaborador da revista e nesta ocasião, está em uma entrevista comentando sobre a certificação CDFI, criada por sua empresa, e reconhecida internacionalmente. A CDFI é uma certificação destinada a peritos forenses e outros profissionais que desejam trabalhar nesta área, que inclusive, está em grande ascensão devido aos diversos crimes que recentemente são relatados. Além disso, outros artigos deixam claro que existem certificações para todos os gostos: ambientes de segurança, perícia forense, banco de dados, servidores, sistemas operacionais, etc. E em meio a tantas certificações, talvez a LPI seja uma das, senão a mais procurada entre profissionais que estão envolvidos com software livre e/ou código aberto. Reconhecida internacionalmente, ela tende a ser neutra quanto a distribuições GNU/Linux, o que pelo menos em tese, mostra que não é destinada a um produto único e específico. A edição também conta com participação internacional: o chileno Anibal Eduardo Campos Veloz apresenta soluções para pesquisa, no campo acadêmico.

Fabrício Araújo finaliza sua série de artigos sobre LTSP enquanto Aprígio Simões nos apresenta um panorama bastante amplo sobre o Samba no Ubuntu. Gustavo Freitas fala do Google+, a nova aposta da gigante Google no que se refere a redes sociais. Fabrício Basto fala sobre um tema recorrente no que se refere a empresas: a governança de TI.

Muitos outros colaboradores participaram ativamente em suas áreas de atuação. A todos estes, o nosso muito obrigado.

Assim como nas edições anterores, a edição de setembro tem sua coluna regular sobre LibreOffice, com o apoio de Eliane Domingos e outros membros da Comunidade LibreOffice. Vale lembrar que no próximo dia 17, a Revista Espírito Livre será tema de uma palestra no SINDPD-RJ, ministrada também por Eliane Domingos. Quem quiser e puder participar, não perca.

Acreditamos que o conhecimento pode e deve ser construído colaborativamente, e é por isso que continuamos a convidar leitores e demais interessados a contribuir com a publicação, escrevendo, traduzindo, doando, enviando notícias, patrocinando, enfim, da forma que achar necessário. Contamos com você, leitor.

Um abraço forte a todos.

Fonte: Revista Espírito Livre

O especialista em segurança Niklas Femerstrand, descobriu uma brecha de segurança no Web Site do American Express, através do qual os invasores podem roubar, entre outras coisas, os dados de login de clientes de cartão de crédito. A falha de Cross-Site Scripting (XSS), uma das mais conhecidas no universo do cibercrime, permite que os atacantes usem links manipulados, a fim de escrever código arbitrário em JavaScript, no browser da vítima.

O código é então executado no contexto do site da American Express. Com essa vulnerabilidade, os atacantes podiam ler as credenciais de acesso, roubar cookies ou injetar software malicioso no sistema de suas vítimas. A falha de segurança em questão, é encontrada em uma função de depuração que pode ser acessada pela Internet, sem que haja nenhuma proteção adicional, tornando-se suscetível à ataques Cross-Site Scripting (XSS).

Femerstrand disse que não foi capaz de contatar a empresa para relatar o problema, porque a American Express não lista todos os detalhes de contato para questões de segurança em sua homepage. Ele, portanto, decidiu publicar detalhes completos sobre a vulnerabilidade, na esperança de obter alguma manifestação por parte da companhia.

Entretanto, a empresa se pronunciou, dizendo que não tem nenhum conhecimento de informação que indique a existência de brecha de segurança, utilizada para fins maliciosos. Também não houve informação se haveria uma revisão de seus processos, para relatar problemas de segurança.

Saiba Mais:

[1] 0-Day Full Disclosure American Express http://qnrq.se/full-disclosure-american-express/

Fonte: Under Linux

AuthenTec introduziu uma solução, que combina segurança do cliente VPN com reconhecimento de impressão digital para smartphones Android e tablets. O QuickSec Mobile VPN Client 2.0 é uma solução full-featured compatível com IPsec-VPN, que apresenta maior rapidez, segurança, alto nível de interoperabilidade ​​e menos dispendioso do que o cliente nativo Android VPN, e pode ser rapidamente lançado através de autenticação de impressões digitais.

A solução oferece melhorias em relação ao AuthenTec’s QuickSec VPN Client para Android, trazendo os recursos mais recentes como IKEv2com com MOBIKE, IPv6 e Gingerbread (Android 2.3) e por último, o suporte ao Android OS. Ele também oferece melhor configuração, segurança e interoperabilidade em relação aos principais gateways VPN. QuickSec VPN 2.0 é oferecido como software client para integração em telefones Android e tablets, por OEMs mundiais.

Soluções em Destaque:

Entre o que é oferecido pelo cliente, consta total integração com sistemas de segurança baseados em hardware; suporte ao Android 2.3 (Gingerbread) e as mais recentes versões do sistema operacional móvel Android; interface de usuário personalizável; suporte completo ao protocolo IPv6; IKEv2 com MOBIKE, permitindo a mobilidade através de diferentes redes sem perder a conexão VPN; Xauth e autenticação baseada em Extensible Authentication Protocol (EAP) e interoperabilidade com todos os gateways VPN.

Além disso, a AuthenTec também anunciou que tem colaborado com BIO-key, para criar soluções empresariais móveis que combinem sensores fingerprintAuthenTec, com BIO-key’s Fingerprint Mobile Identification Devices (FMIDs) e a tecnologia fingerprint correspondente server-side.

As soluções AuthenTec também incluem sensor fingerprint equipado, ou plug-in para o IOS, Android e Windows, que permitem aos usuários conectar-se com segurança a um servidor de rede ou de nuvens, e ter acesso a aplicações corporativas, aplicações de e-mail banking ou financeiras, tudo isso de forma segura e extremamente conveniente.

Links de Interesse:

-AuthenTec

Fonte: Under Linux

Após finalmente acabarmos de configurar nosso firewall netfilter, liberamos as portas para o serviço NFS funcionar. Utilizamos o comando “rpcinfo -p” e logo de cara vemos as portas que necessitamos liberar. Após liberá-las, tudo funciona perfeitamente, até o próximo boot…

Quando reiniciamos tentamos conectar e nada, isso por que, diferentemente do NFS (2049) e PORTMAPPER (111) que tem suas portas fixas, os dos serviços MOUNTD, STATD e NLOCKMGR tem suas portas dinâmicas.

Então ai vem à pergunta, como resolver este problema?

Obs.: Se o seu sistema não é Ubuntu ou baseado no Debian, e sim Fedora ou baseado no Red Hat, pare de ler agora e vá para a ótima dica de Davidson Rodrigues Paulo aqui mesmo no Vol: Liberando NFS no firewall do Fedora.

Para deixá-las fixas no Ubuntu, precisamos executar os seguintes passos:

Abra um terminal como root, ou utilizando o comando sudo, e edite o arquivo /etc/default/nfs-kernel-server.

# vim /etc/default/nfs-kernel-server

Dentro deste arquivo, inserimos as seguintes linhas:

RPCMOUNTDOPTS=--manage-gids
RPCMOUNTDOPTS="-p 4000 -g"

Salve e saia do arquivo. Repare que, a porta escolhida para o MOUNTD é a 4000. Nada impede de você colocar a porta de sua escolha.

Após editar este arquivo, vamos para o /etc/default/nfs-common:

# vim /etc/default/nfs-common

Aqui, iremos inserir a seguinte linha:

STATDOPTS="--port 4001"

Salve e sai do arquivo. A porta escolhida para STATD é a 4001. Mais uma vez, fique a vontade para escolher qualquer porta.

Por último, mas não menos importante iremos deixar fixo a porta do NLOCKMGR.

Vá até /etc/modprobe.d e crie o arquivo options.conf com ownership e group root e permissão 644:

# touch /etc/modprobe.d/options.conf
# chown root:root /etc/modprobe.d/options.conf
# chmod 644 /etc/modprobe.d/options.conf

Abra o arquivo:

# vim /etc/modprobe.d/options.conf

Escreva:

options lockd nlm_udpport=4002 nlm_tcpport=4002

Salve o arquivo e saia. Com isso, definimos a porta na hora de subir o módulo no boot do sistema. Note que a porta escolhida foi a 4002. Como sempre, coloque a porta de sua escolha.

Para finalizar, vamos inserir no /etc/services a descrição das portas:

# vim /etc/services

rpc.mountd      4000/tcp                        # Custom port for rpc.mountd service
rpc.mountd      4000/udp                       # Custom port for rpc.mountd service
rpc.statd           4001/tcp                        # Custom port for rpc.statd service
rpc.statd           4001/udp                       # Custom port for rpc.statd service
nlockmgr          4002/tcp                        # Custom port for nlockmgr service
nlockmgr          4002/udp                       # Custom port for nlockmgr service

Salve, saia e reinicie o sistema.

Execute o comando

# rcpinfo -p

E veja se as portas estão configuradas corretamente.

Agora basta adicionar as portas na sua regra de firewall e pronto, o NFS estará rodando perfeitamente!

Publicado por Lonegunman21

Fonte: viva o linux